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Cobalt, da GM, passa por recall um mês após lançamento

Empresa detectou um problema em uma peça do freio, que poderia impossibilitar o seu acionamento

CLEIDE SILVA/ SÃO PAULO, JOÃO CARLOS DE FARIA, ESPECIAL PARA O ESTADO / TAUBATÉ, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2011 | 03h09

Um mês após o lançamento, o sedã Cobalt, fabricado pela General Motors em São Caetano do Sul (SP), já enfrenta seu primeiro recall. A montadora iniciou ontem a convocação de 2.108 unidades do modelo para que seja feita a substituição do pedal do freio. Há riscos de acidente.

A montadora informou que foi identificado no controle de qualidade uma não conformidade no processo de fabricação da peça pelo seu fornecedor. O problema pode resultar em inoperância do freio, impossibilitando seu acionamento, o que pode causar acidentes.

Segundo a GM, dos 2.108 modelos envolvidos no recall, apenas 934 foram emplacados, sendo que 770 fora entregues a compradores e 164 estão na frota da própria companhia. As demais unidades (1.174)ainda não foram emplacadas e estão nos pátios da fábrica ou das revendas.

Os consumidores devem agendar o serviço da troca gratuita em uma das concessionárias da marca. De acordo com a GM, as revendas já dispõem das peças para substituição. O recall envolve modelos com numeração de chassi de CB163616 a CB216594.

O Cobalt foi lançado em meados de novembro e substituiu as versões sedã do Astra e do Corsa, além de ocupar o espaço deixado pelas opções de entrada do Vectra. A estimativa da GM é de vender 3,5 mil unidades mensais do sedã, que custa entre R$ 39.980 e R$ 45.980.

Cortes. O Ministério Público do Trabalho cobrará explicações da GM sobre 30 demissões de lesionados e portadores de doenças ocupacionais, que, segundos o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, teriam ocorrido na unidade local. A denúncia foi feita pela entidade na quinta-feira, durante reunião com a Procuradoria do MPT. A denúncia aponta ainda ataques sofridos pelos trabalhadores, como pressão, assédio moral e demissão de funcionários com benefício previdenciário (que adoeceram em decorrência do trabalho e têm essa condição reconhecida pelo INSS).

O sindicalista José Antonio de Barros disse que o sindicato "não vai descansar até que todos os lesionados demitidos irregularmente sejam reintegrados". A assessoria de imprensa da GM informou no fim tarde de ontem que ainda não dispunha de informações sobre o caso.

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