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Cobrança eletrônica de boletos bancários começa 2ªf

A partir de segunda-feira os correntistas poderão fazer pagamentos por meio do débito direto autorizado (DDA), sistema que pretende substituir os boletos bancários pela cobrança eletrônica. Com ele, o cliente consegue concentrar as cobranças em um único banco, por meio eletrônico. Todas as cobranças (mensalidades de escola, condomínio, boleto do cartão de crédito) registradas em nome desse correntista serão enviadas eletronicamente pelos credores por meio da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP). Atrelado a essa plataforma, os bancos podem agregar novos serviços para atrair os clientes a esse mecanismo de cobrança.

ANA PAULA RIBEIRO, Agencia Estado

16 de outubro de 2009 | 16h49

O Bradesco, por exemplo, disponibilizou aos clientes pessoa física o programa "Net Finanças", que permite a organização do orçamento pessoal. Já as empresas terão acesso a um programa para controlar com maior precisão o fluxo de pagamentos e recebimentos registrados no banco. "Estamos prontos para o início do DDA. Desde o dia 22 de junho todos os canais de atendimento estão abertos para receber essas adesões", afirmou o gerente do Departamento de Comercialização de Produtos e Serviços, Rizaelcio Machado de Oliveira. De acordo com o executivo, o banco contava ao menos com 1 milhão de adesões ao DDA na quinta-feira. Ao todo, a instituição possui cerca de 20 milhões de correntistas.

Já no Itaú Unibanco, o cliente que aderir ao DDA poderá escolher um meio para ser avisado sobre a chegada de uma nova cobrança (SMS, e-mail) e o prazo de antecedência antes do vencimento para a chegada desses avisos. Mais de 300 mil dos 15 milhões de correntistas já optaram pela adesão. No caso do Grupo Santander, a campanha vai além dos canais tradicionais de atendimento ao cliente. A instituição irá veicular na mídia nacional campanhas publicitárias anunciando o início do DDA.

Além da campanha pela adesão, outro esforço dos bancos é para convencer os cedentes de boletos a registrarem esses títulos. Isso porque apenas quando uma cobrança é registrada na CIP é que ela pode fazer parte do DDA, ou seja, para garantir o sucesso do mecanismo de cobrança eletrônico é necessário garantir que as empresas emissoras das cobranças façam o registro desses documentos. Alguns prestadores de serviço, para evitar custos com o registro, enviam os boletos diretamente aos clientes. "A cobrança registrada favorece a liberação de limites de crédito para esses cedentes", explicou Oliveira, do Bradesco.

O Itaú é outro banco que trabalha para conscientizar as empresas da importância do registro da cobrança. A diretora de Produtos de Pessoa Jurídica do Itaú Unibanco, Sandra Boteguim, há um ano 50% dos boletos de clientes da instituição eram registrado. Agora, com a campanha feita junto a esse público, o porcentual subiu para 75%. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) estima que a média do mercado seja de 30%.

Leonardo Ribeiro, que coordenou o projeto do DDA pela Febraban, afirma que hoje a necessidade de caixa leva as empresas a realizarem o registro do boleto, que depois são utilizados em operações de descontos de recebíveis. Para que o registro também seja feito pelas empresas que não possuam necessidade de recursos no curto prazo, Ribeiro acredita que os bancos terão que oferecer algum tipo de benefício ou incentivo, como mostrar aos emissores de boletos ferramentas para melhorar a gestão de fluxo de caixa atrelado ao DDA e também a de dar maior conveniência aos sacados.

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