Codesp descarta greve imediata dos portuários

O diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Renato Ferreira Barco, afirmou nesta quinta-feira que não acredita que os trabalhadores do Porto de Santos realizem greve na próxima semana como estão ameaçando, embora não descarte a paralisação mais à frente.

WLADIMIR D'ANDRADE E LUCIANA COLLET, Agencia Estado

11 de abril de 2013 | 14h54

De acordo com ele, os trabalhadores ainda realizarão assembleias para discutir que ações adotarão, já que as reivindicações da medida provisória 595, a MP dos Portos, não foram atendidas. "Não acredito que haja tempo hábil para uma greve na semana que vem, já que os trabalhadores vão discutir o assunto em assembleias", afirmou Barco, durante evento na capital paulista.

Na noite de quarta-feira entretanto, o presidente da Federação Nacional dos Estivadores, Wilton Ferreira Barreto, anunciou que diante do impasse na negociação, os trabalhadores do setor convocaram uma greve de 24 horas para a próxima quinta-feira (18). Segundo Barreto, não houve consenso entre os sindicatos e o relator do projeto, o senador Eduardo Braga (PMDB-AM).

"É o governo que está querendo essa greve, porque não está cumprindo o que prometeu aos trabalhadores", disse Barreto. De acordo com ele, cerca de 40 mil trabalhadores dos 36 portos públicos devem aderir à paralisação.

A apresentação do texto final da Medida Provisória 595 estava marcada para quarta-feira, mas foi cancelada e não há outra data agendada. A MP propõe um novo marco regulatório para o setor portuário e vem enfrentando resistências.

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