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Cofundador do YouTube prevê fim da televisão

Chad Hurley, cofundador do YouTube, afirmou que a internet vai acabar com a televisão como nós conhecemos hoje, em que as pessoas assistem o que está sendo transmitido no momento pelas emissoras. "Nos próximos 5 a 10 anos vai haver uma transição, em que as pessoas vão preferir cada vez mais escolher os vídeos que querem ver", disse ontem o executivo, de 32 anos, durante visita a São Paulo. Na quarta-feira, ele participou do evento Digital Age 2.0.Para Hurley, o principal desafio do YouTube é ocupar um lugar importante nesse cenário. Ele afirmou que haverá cada vez menos diferença entre as telas do televisor e do computador, e que as pessoas vão assistir mais vídeos em outras telas, como a do celular. "Essas telas vão se fundir, de uma certa forma", disse o criador do YouTube, quarto site mais visitado do mundo, segundo o serviço Alexa.Em outubro de 2006, a empresa foi comprada por US$ 1,65 bilhão pelo Google. De acordo com Hurley, a aquisição trouxe aspectos positivos e negativos. Entre os aspectos positivos estão a capacidade de crescer e de conseguir estruturar a venda de publicidade mais rapidamente. Como ponto negativo, ele destacou um e fez questão de dizer que não está diretamente relacionado com o Google, mas com o crescimento da empresa. "Agora, leva mais tempo para tomar decisões e implementar mudanças", explicou.Apesar da crise, Hurley disse que o último trimestre foi o melhor em resultados comerciais do site. "Oferecemos uma alternativa para quem quer fazer propaganda de marca e quer ter um controle maior sobre o resultado da campanha", disse o executivo. Ele negou que o YouTube esteja sofrendo pressão do Google para se tornar lucrativo. "Infelizmente, eu não posso dizer o quanto estamos indo bem", disse Hurley, sem abrir seus resultados financeiros.Os usuários do YouTube publicam no site cerca de 20 horas de vídeo por minuto. Segundo Hurley, os grandes desafios da empresa são tornar o sistema ainda mais simples e fortalecer as ferramentas sociais do site, para aproximar os usuários.Hurley não usa o Twitter e o Facebook. Ele também não costuma publicar vídeos da família e dos amigos no YouTube, e quando o faz não os deixa abertos, para qualquer pessoa visitar. "O recurso de compartilhamento privado, que eu uso, nunca foi muito popular no site", disse Hurley.

Renato Cruz, O Estadao de S.Paulo

28 de agosto de 2009 | 00h00

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