Eduardo Monteiro/Divulgação
Eduardo Monteiro/Divulgação

Colheita de soja deve chegar a 100 milhões de toneladas

Fenômeno climático La Niña não deve causar prejuízo relevante na próxima safra, o que fará a produção ser recorde

Reuters

09 Setembro 2016 | 00h38

Novas previsões para a safra de soja do Brasil 2016/17, que começa a ser plantada em poucos dias, reforçam a percepção de que a colheita do Brasil deverá superar pela primeira vez a marca de 100 milhões de toneladas, já que não haveria prejuízo relevante com o fenômeno climático La Niña, mostrou uma pesquisa da Reuters.

O levantamento com 12 estimativas de consultorias e entidades sobre a nova colheita aponta volume de 103,1 milhões de toneladas, ante 103,8 milhões de toneladas na pesquisa de 26 de julho, com sete fontes.

Em 2015/16, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil colheu 95,4 milhões de toneladas de soja, com frustração de expectativas devido a problemas climáticos.

Para a área semeada com a oleaginosa em 2016/17, a previsão média de dez estimativas ficou em 33,7 milhões de hectares, ante média de 33,9 milhões no fim de julho, quando apenas cinco consultorias haviam formulado projeções.

“Acreditamos em bons rendimentos da soja nesta nova safra... Como todo fenômeno climático, o La Niña traz atenção. Mas ele só deverá ganhar força no final de 2016 e se caracterizar com mais intensidade em 2017. Sua intensidade moderada pode até beneficiar a produção brasileira de grãos em alguns Estados”, disse o analista de grãos da IEG FNP, Aedson Pereira.

A FNP reduziu levemente a projeção de área semeada com a oleaginosa, ante junho, mas manteve a projeção de colheita, indicando melhores produtividades.

Meteorologistas e representantes de produtores rurais disseram que o plantio da nova temporada deverá começar primeiro no Paraná, onde haverá chuvas abundantes, e atrasado em Mato Grosso, onde as precipitações estabilizarão apenas em meados de outubro.

La Niña. Os especialistas, contudo, ainda avaliam se o fenômeno La Niña, provocado por uma alteração nas águas do Oceano Pacífico, terá influência sobre a safra brasileira. Quando o fenômeno ocorre com força, pode provocar chuvas excessivas no Norte do País e seca no Sul.

Ontem, o serviço de previsão climática do governo dos Estados Unidos reduziu sua expectativa das condições para o desenvolvimento do La Niña durante o outono e inverno no Hemisfério Norte (primavera e verão no Sul).

“Por mais que haja atrasos (no plantio) no Centro-Oeste, os índices de precipitações não deverão sair muito da normal climatológica”, avaliou Pereira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.