Colheita na África pressiona cotação do cacau em Nova York

Cenário: Camila Moreira

O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2011 | 03h04

Os preços do cacau recuaram na Bolsa de Nova York ontem, pressionados pelo avanço da colheita no Oeste da África. O contrato para março caiu 3,75% e fechou cotado a US$ 2.133 por tonelada. O analista Drew Geraghty, da corretora Icap Futures, disse à agência Dow Jones que o comportamento do mercado da amêndoa em 2012 vai depender da decisão da Costa do Marfim de vender ou não antecipadamente sua safra 2012/13. Se o maior produtor mundial começar a fazer hedge, "colocará um limite no mercado", disse Geraghty.

O pregão de ontem em Nova York foi marcado pelo baixa quantidade de negócios em vários mercados. No caso do suco de laranja concentrado e congelado e do café, o volume ficou em cerca de um quarto da média, o que tende a exagerar qualquer movimento. Com o embolso de lucros por parte de investidores, o contrato janeiro do suco terminou com perdas de 1,83%, a 169,30 centavos por libra-peso. O vencimento para março do açúcar, por sua vez, teve baixa de 2,03%, cotado a 23,13 centavos por libra-peso.

Na contramão, o contrato para março do café arábica chegou a atingir o maior nível desde o dia 7 de dezembro, e fechou com ganho de 1,75%, a 226,75 centavos por libra-peso. As cotações do algodão também subiram com força e alcançaram o maior nível em três semanas, sustentadas pela cobertura de posições vendidas. Para o analista independente Mike Stevens, o rali da pluma foi, provavelmente, um movimento técnico, segundo afirmou à Dow Jones. O contrato para março terminou com alta de 3,15%, a 90,68 centavos por libra-peso.

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