Colômbia não deve usar reserva para pagar dívida, diz FMI

A missão do FMI na Colômbia aconselhou o país sul-americano a não usar parte de suas reservas internacionais para pagar a dívida externa, como o presidente Alvaro Uribe quer fazer. O representante do FMI para a Colômbia, Robert Rennhack, disse que fez recomendação contrária à proposta porque, ao contrário do que disse Uribe, não há "excesso" de reservas. Ele acrescentou: "O uso das reservas pode ser perigoso. Elas não têm valor financeiro. Melhor dizendo, elas são uma forma de proteger a credibilidade do país". O Ministério de Finanças já pediu formalmente ao Banco Central, que controla as reservas e é independente do governo, para considerar permitir o uso de parte das reservas para pagar a dívida externa. Na semana passada, as reservas internacionais da Colômbia somavam US$ 10,4 bilhões e estima-se que terminem o ano em US$ 10,5 bilhões, segundo o acordo de crédito "stand-by" de US$ 2,1 bilhões acertado com o FMI. A dívida pública da Colômbia soma US$ 41 bilhões, mais da metade do PIB. A missão do FMI está há duas semanas na Colômbia, revisando os termos do atual acordo de crédito com o Fundo. As informações são da Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.