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Colombiana e indiana não depositam garantias para leilão

Onze empresas pagaram a taxa de inscrição e nove depositaram garantias; Ecopetrol e ONGC Videsh ficaram fora da disputa

SABRINA VALLE / RIO, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2013 | 02h06

A colombiana Ecopetrol e a indiana ONGC Videsh não depositaram as garantias à Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) para participar da primeira rodada do pré-sal, na segunda-feira, segundo fonte que tem conhecimento da lista. Onze empresas haviam sido habilitadas para participar do leilão, quando será ofertada a área gigante de Libra.

Na semana passada, o diretor da ANP Helder Queiroz antecipara que duas empresas não haviam pagado as garantias no prazo (dia 7), mas sem revelar quais eram. Queiroz dissera que ambas poderiam ter tido as garantias aportadas pelo líder do consórcio e, dessa forma, não seria possível afirmar que estivessem fora da disputa.

No entanto, a indiana ONGC anunciou na última segunda-feira ter fechado um acordo de US$ 529 milhões para adquirir, da Petrobrás, uma parcela adicional de 12% no bloco BC-10, no Parque das Conchas, Bacia de Campos. O acordo, que eleva a fatia da indiana no bloco para 27%, ainda depende de aprovação de reguladores brasileiros.

O comprometimento financeiro de mais de R$ 1 bilhão na Bacia de Campos às vésperas do leilão reduz o apetite da ONGC na disputa pelo campo de Libra no pré-sal de Santos. A área leiloada demandará R$ 15 bilhões apenas em bônus de assinatura, sem contar os também bilionários investimentos em exploração e desenvolvimento da área.

O total das garantias de cada consórcio é de R$ 156 milhões. O valor é compartilhado entre os integrantes do consórcio e a ANP não divulgou a fatia paga por integrante. As 11 empresas já haviam pago taxa de participação no valor de R$ 2 milhões cada. São elas as chinesas CNOOC International Limited e China National Petroleum Corporation (CNPC); a colombiana Ecopetrol; a japonesa Mitsui & CO; a portuguesa Petrogal; a malaia Petronas; a hispano-chinesa Repsol Sinopec; a anglo-holandesa Shell, e a francesa Total, além de Petrobrás, ONGC e Ecopetrol.

Regra. Entre as chinesas, a ANP já adiantou que CNOOC e CNPC precisarão fazer ofertas dentro do mesmo consórcio, pois pertencem ao mesmo controlador, o governo chinês. Já a Sinopec participa via duas empresas, a joint venture Repsol/Sinopec e a Petrogal, na qual detém 30%. A ANP entendeu que Repsol/Sinopec e Petrogal poderão escolher livremente seus consórcios.

A decisão da ANP sobre a participação das três empresas foi tomada de forma a estimular a concorrência e abre possibilidade de que haja chinesas em pelo menos dois grandes consórcios, CNOOC e CNPC de um lado, e Sinopec/Repsol de outro.

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