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VetBR, do setor de saúde animal, quer conquistar o mercado do Nordeste

Distribuidora teve faturamento de R$ 452 milhões no ano passado

Clarice Couto, Leticia Pakulski, Gabriela Brumatti e Sandy Oliveira, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2022 | 05h00

A VetBR, distribuidora de produtos para saúde animal controlada pelo Aqua Capital, está entrando no Nordeste com foco na pecuária leiteira e de corte, para impulsionar resultados e concretizar seu plano de negócios. Em Maracanaú (CE), terá o oitavo Centro de Distribuição (CD), que encurtará de uma semana para um dia o prazo de entrega aos produtores. Também firmou contrato exclusivo com a Boehringer Ingelheim para distribuir medicamentos no Ceará e no Piauí, diz Antônio Fontes, CEO. “Não conseguiríamos atender esses Estados sem um CD local.” Neles, foram mapeados 2 mil pontos de venda. Em 2022, o plano é crescer 20% em faturamento, ante R$ 452 milhões em 2021. Até 2026, a previsão é alcançar R$ 1,3 bilhão.

Peso da região deve crescer rapidamente

A VetBR vende medicamentos e suplementos para pecuária, equinos e pets e se concentra no Sudeste e Centro-Oeste, que contribuem, respectivamente, com cerca de 70% e 20% da receita e o Nordeste, 2%. “Em um ano e meio quero 15% do faturamento vindo do Nordeste.”

Novas aquisições planejadas até 2026

Para entrar em novas áreas, a VetBR planeja comprar outras distribuidoras, além das cinco feitas desde que foi adquirida pelo Aqua. Até o começo de 2023, haverá uma em São Paulo e outra em Mato Grosso. Já até 2026, estão previstas três, uma por ano. Sul do Pará, Acre e Rondônia também estão no radar.

Mais cana

A cachaçaria Weber Haus vai investir R$ 35 milhões em uma nova fábrica em Ivoti (RS) para ampliar exportações para os mercados europeu e norte-americano. As obras devem começar no ano que vem e ser concluídas em dez anos. Quando a nova unidade estiver em operação, a moagem de cana-de-açúcar da empresa deve atingir 100 toneladas por dia, ante 12 toneladas atualmente, diz Evandro Weber, diretor da empresa. A matéria-prima é 100% orgânica.

Manda pra cá

Em parceria com a Emater e a prefeitura de Ivoti, a empresa desenvolveu projeto para fornecer assistência técnica a agricultores familiares da região a fim de ampliar em 88% o volume de cana que obtém no mercado. Atualmente, tem produção própria de 12 toneladas de cana por dia. Além das cachaças, a Weber Haus produz gim, rum e licores. A empresa não abre o faturamento obtido em 2021, mas espera crescer 30% em 2022.

Cultivo consciente

Depois de implementar em janeiro o padrão de sustentabilidade para o milho, a Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS) espera certificar os primeiros grãos ainda este ano. “O milho foi uma primeira experiência para, no futuro, trabalharmos com outros nichos, como girassol, sorgo, milho pipoca. Há uma série de produtos correlacionados à soja em que faz sentido atuarmos”, diz Cid Sanches, consultor externo da RTRS no Brasil.

Meta

Para 2022, a expectativa é alcançar entre 700 mil e 800 mil toneladas de milho certificado no mundo, sendo a maior parte no Brasil. O volume global de soja certificada pode chegar a 5,5 milhões de toneladas em 2022, com 4,5 milhões de toneladas no País. “Para os próximos anos, o milho deve rapidamente igualar e até ultrapassar a soja”, prevê Sanches. Do lado da compra, o interesse veio da indústria de alimentação humana, mas também do etanol de milho, para aderir futuramente ao RenovaBio.

Rumo à Europa

A Tereos Brasil, grupo francês do setor sucroenergético, deve iniciar ainda este mês suas exportações de etanol à Europa, após ter duas usinas brasileiras habilitadas a vender para o bloco. “Esperamos direcionar até 15% da nossa produção para lá”, diz Gustavo Segantini, diretor comercial. Na Europa, Reino Unido, Holanda e França são os destinos em potencial. Atualmente, Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos são os principais importadores da companhia.

BRF garante que terá milho suficiente este ano

A BRF já conta com bom estoque de milho e prevê um “cenário positivo pela frente”, garantiu ao Broadcast Agro Lorival Luz, CEO da empresa, na semana passada. “Não tem falta (do insumo). Muito pelo contrário”, garantiu. Segundo o executivo, a segunda safra de milho, que será recorde e está em plena colheita, reforçará o abastecimento da empresa neste semestre.

Setor de lácteos se reúne em Fórum Nacional

Um importante evento do setor lácteo no País será realizado entre amanhã e quarta-feira em Brasília: o 1.º Fórum Nacional do Leite, promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite). O fórum ocorre em um momento delicado para a cadeia leiteira, de disparada dos preços ao consumidor e dos custos de produção.

 

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