Com 54 anos, Kombi é o mais vendido entre os furgões

O mais antigo veículo à venda no Brasil, e talvez no mundo, é a Kombi. Com 54 anos, o modelo é imbatível no segmento de furgões. Vendeu, neste ano, 9,9 mil unidades, ante 5,5 mil do segundo colocado, o Fiat Ducato. Em relação ao preço, a perua fabricada em uma linha de montagem semi artesanal em São Bernardo do Campo (SP)não tem concorrente. A versão mais barata custa R$ 44,7 mil, enquanto o Ducato parte de R$ 72,6 mil.

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2011 | 00h00

"Se o produto está no mercado há tanto tempo é porque é bom, é porque o cliente quer comprá-lo", diz Carlos Leite, gerente responsável pela área de comerciais leves da Volkswagen. Até hoje, foram vendidas no País 1,4 milhão de unidades da Kombi. No ano passado foram 26,1 mil. "Este ano a previsão é de crescimento de 6%", informa Leite.

Quatro versões. Com quatro versões, a Kombi é vendida principalmente para pequenos e médios empresários. O modelo atual, fabricado só no Brasil, não teve grandes alterações de desenho em relação à primeira versão, lançada em 1950 na Alemanha. Leite lembra que o furgão passou por mudanças como introdução do motor flex em 2005 e de porta lateral corrediça e teto mais alto dois anos depois.

O consultor Wim Van Acker só se recorda de um outro modelo com vida tão longa, o sedã Volga, fabricado pela Gaz, na Rússia, entre 1956 e 2010.

No mercado automobilístico há quem aposte que a Kombi terá de sair de linha em 2014, quando todos os veículos terão de ser equipados com airbag e freio ABS, conforme determina a legislação brasileira. Para alguns técnicos, o modelo não tem condições de receber esses equipamentos.

"A Kombi já passou por várias evoluções e ainda estamos avaliando alternativas até 2014", diz Leite. Entre elas estão a renovação da Kombi atual para adequá-la às novas normas e a produção ou importação de peruas disponíveis em outras fábricas do grupo, como a T5 - evolução da Kombi na Alemanha - a Caddy, feita na Polônia, e a Krafter.

Se a opção for por um novo veículo, certamente o preço não será tão competitivo quanto o atual.

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