Com a diversificação em alta, visão global das carteiras ganha espaço
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Com a diversificação em alta, visão global das carteiras ganha espaço

No Itaú, a recomendação por composição do portfólio, e não apenas por produto, busca ampla diversificação ao agregar ativos sofisticados com rentabilidades e riscos maiores também em carteiras mais moderadas

Itaú, Estadão Blue Studio
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25 de julho de 2021 | 07h30

A definição do perfil de cada investidor, por meio do preenchimento de um questionário, tem por objetivo assegurar que o nível de risco assumido seja compatível com as possibilidades e expectativas do investidor. Nos dois extremos — o conservador e o agressivo - há limites de recomendação a determinados produtos como renda fixa, mais seguros, e renda variável, mais volátil. O chamado suitability, contudo, não pode ser um impedidor para que mesmo os investidores com perfil conservador ou moderado incrementem as carteiras com produtos de maior risco e possibilidade de retorno. É essa a ideia por trás da estratégia de recomendação por composição de portfólio, e não apenas por perfil de suitability, que vem ganhando espaço recentemente, mas que no Itaú é uma prática que começou em 2013.

O cenário dos últimos dois anos, explica Victor Vietti, superintendente de Portfolio Analytics do Itaú, exige cada vez mais este tipo de estratégia com o aumento no mercado brasileiro de opções de produtos mais sofisticados que incluem o maior acesso a ativos do exterior. “Até 2019, no Itaú, recomendávamos ativos internacionais, mas a oferta era muito limitada no mercado como um todo. Não havia boas opções para o investidor do varejo, e o cliente também não via como interessante ficar exposto a outras moedas com a Selic garantindo bom retorno”, explica Vietti, acrescentando que, desde o ano passado, as recomendações do banco ficaram mais completas. “Hoje no internacional temos bolsa americana, japonesa e europeia, além de mercados emergentes, e em renda fixa incluímos treasuries americanos, inflação americana e também commodities, como ouro.”

O Itaú tem na prateleira mais de 1.500 produtos analisados mensalmente pelas equipes para compor as carteiras de investimento dos clientes. Só em simulações são 12 bilhões realizadas utilizando algoritmos para chegar às carteiras ideais para cada perfil. A maior diversificação na oferta de produtos sofisticados torna ainda mais eficaz a política de suitability por carteira.

Enquanto no modelo clássico, por produto, o cliente com perfil conservador tem como orientação a compra de produtos menos voláteis — os da renda fixa —, no modelo de análise de risco da carteira, o importante é como ele compõe o portfólio. “Isso possibilita que todos tenham acesso aos produtos mais sofisticados e com chances de rentabilidades maiores, o que pode trazer um incremento no retorno final. A diferença é a participação de cada um na carteira”, explica o superintendente de portfólio.

O Itaú trabalha com quatro perfis de investidor: conservador, moderado, arrojado e agressivo, sempre recomendando carteiras cujo risco agregado dos produtos esteja adequado ao perfil, mas sem necessariamente excluir um ou outro mercado. No conservador, por exemplo, a orientação é 90% do portfólio com renda fixa, incluindo juros pós e inflação, e 10% de multimercado, que tem liberdade para atuar em várias classes de ativos e onde será buscado um adicional no retorno. Um exemplo de multimercado é o Itaú Global Dinâmico Plus. Para os mais conservadores, mesmo com uma pequena parcela do patrimônio alocadas no produto, o investidor tem acesso a ativos como juros, câmbio e renda variável local e no exterior. Desde sua criação, em 2017, acumula retorno de 40,14% até junho, superando em 12,48% o seu benchmark.

A partir do segundo perfil, o moderado, a renda variável, que na definição do banco inclui ações e ativos internacionais, incluindo câmbio pela volatilidade alta, ganha espaço. No agressivo, a renda fixa cai a 22%, e o restante da carteira fica com ativos de maior risco e possibilidade de retorno. São mais voláteis, mas tendem, a no cenário atual, a ter um retorno mais interessante. No fundo Itaú Kinea Gama Ações, criado em dezembro de 2019, foram 12 meses no positivo e 7 no vermelho. No acumulado, o fundo registra 38% de alta desde o início do fundo.

“É como uma dieta que precisa ser balanceada para ficar saudável. Não adianta o conservador ter apenas renda fixa e baixo retorno, ou o arrojado ter somente renda variável e muita volatilidade. A análise de risco por carteira e não por produto permite que os portfólios sugeridos estejam adequados aos diferentes perfis, sempre otimizando a perspectiva de retorno”, explica Vietti.

O que vem ganhando espaço nas análises e recomendações do Itaú são os ativos internacionais. O mais novo a incrementar a prateleira do banco é o Itaú Seleção Morgan Stanley Global Bands. Com aplicações a partir de R$ 1, o cliente que também for investidor qualificado tem acesso a um grupo de 20 a 40 ações internacionais, com foco em tecnologia. Assim como nas ações, o Itaú trabalha com a ideia de que ativos internacionais devem compor todas as carteiras, de forma estrutural, e não apenas tática.

Um estudo realizado por Victor Vietti selecionou uma carteira de ativos locais, bem diversificada, e outra com ativos internacionais. Foi montada uma terceira carteira combinada com 85% dos ativos locais e 15% internacionais. Foi avaliado o retorno ao longo de 10 anos. “Em qualquer janela de 1 ano, durante estes 10 anos, a carteira composta ganha da carteira local em mais de 70% das vezes. Se expandir para dois anos, vai para cerca de 80%.” Na visão do superintendente, com maior ou menor participação, todos devem incluir ativos internacionais na carteira, o que melhora sua qualidade.

Também faz parte do modelo de avaliação de risco por portfólio o rebalanceamento da carteira quando houver o desenquadramento, algo importante para que o risco agregado se mantenha aderente ao perfil do investidor. Para alguém classificado como conservador e que tem 10% de multimercado, se as cotas se valorizarem e o produto chegar a 15% do Patrimônio Líquido, por exemplo, é importante que o investidor altere a composição e volte aos 10%. “A forma de nos comunicarmos com o cliente é muito importante para que o portfólio permaneça saudável. Evitamos o tecniquês”, comenta Vietti. Uma das estratégias é simular o estresse das carteiras e apresentar o resultado ao cliente: qual a probabilidade de a carteira ter rentabilidade negativa ou abaixo da inflação, por exemplo. “É mais simples entender do que usar conceitos como volatilidade ou desvio padrão. Hoje há mais opções boas no mercado disponíveis a todos os tipos de bolsos e investidores para montar carteiras saudáveis e com bom retorno.”

Bolsa a 150 mil pontos e pós- -fixados apenas para liquidez e diversificação

Selecionar os melhores ativos para compor as carteiras dos diferentes perfis de investidor exige uma avaliação da qualidade daquele papel, seja uma ação ou título público, e também um acompanhamento rigoroso das tendências macroeconômicas. A grande mudança no cenário recente é a concretização da retomada da economia, com os indicadores do produto interno bruto (PIB) respondendo ao avanço da vacinação contra a covid-19. A última revisão feita pelo Ministério da Economia projeta o PIB crescendo 5,3% neste ano.

“Quando falamos de retomada mais forte é natural olhar para a renda variável com as empresas se beneficiando”, comenta Victor Vietti, superintendente de Portfolio Analytics do Itaú. Na visão do especialista, a perspectiva de que o Ibovespa, hoje girando em torno dos 130 mil pontos, encerre o ano a 150 mil é factível. “Vejo o Ibovespa ainda descontado e com espaço para avançar.” Também colabora com a visão de Vietti o espaço perdido pelo Brasil na alocação de fundos dedicados a emergentes, hoje perto de 5%, mas que com a retomada econômica pode recuperar o patamar histórico entre 8% e 10%.

Outra mudança importante no cenário, mas que nas análises do Itaú é algo temporário, é a inflação alta pressionada pelos estímulos monetários e pelo dólar valorizado. “A inflação é uma preocupação global, está subindo em vários países, mas vejo que no Brasil o Banco Central acertou no timing ao elevar os juros mais cedo.” Nas projeções da Itaú Asset, a Selic, hoje em 4,25% ao ano, encerra 2021 a 7,25%, mesmo patamar para o final de 2022.

É este o cenário, de PIB mais alto, inflação sob controle e Selic avançando um pouco mais, que dá sustentação às recomendações para as carteiras. Investimentos atrelados à inflação, por exemplo, podem ajudar a proteger a carteira. “Em relação aos investimentos pós-fixados, entendemos que não é dali que virá o retorno, mas é importante ter para ajudar na liquidez e equilibrar o risco da carteira. O percentual deve variar conforme o perfil do investidor”.

 As carteiras desenhadas pelo Itaú precisam ser dinâmicas, o que exige do investidor o acompanhamento das recomendações e o balanceamento do portfólio. Mas há também uma outra alternativa, para quem não gosta ou não quer fazer este monitoramento. Atende pelo nome de Carteira Itaú, um fundo com portfólio diversificado com renda fixa, ações brasileiras, moedas, investimentos internacionais e uma seleção de gestores de multimercados e ações. A carteira de investimentos do produto é ajustada automaticamente acompanhando os diferentes cenários macroeconômicos e de mercado da Itaú Asset.

“É um produto de muito sucesso e ideal para quem busca esta diversificação de ativos e mercados, mas não quer ou não tem tempo de ajustar a própria carteira. Tudo é encontrado em um único fundo.” A família Carteira Itaú já ganhou outros quatro produtos: Carteira Itaú Internacional ESG, Carteira Itaú Internacional, Carteira Itaú Previdência e Carteira Itaú Agressivo. O primeiro deles, a Carteira Itaú Internacional ESG, em apenas um ano e sete meses de vida já atingiu um Patrimônio Líquido de R$ 16,9 bilhões. Em seu primeiro ano cheio, 2020, subiu 10,52%, contra um CDI de 2,77%.

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