'Com a nuvem, em vez de comprar, você aluga'

Depois de receber em março um aporte de R$ 100 milhões do Riverwood Capital, a Mandic - pioneira da internet brasileira - resolveu investir em computação em nuvem. "Ainda não há ninguém estabelecido como 'a' empresa brasileira de computação em nuvem", diz Maurício Cascão, presidente da Mandic. Para a empreitada, a companhia comprou a brasileira Tecla e investiu mais de R$ 4 milhões em equipamentos.

O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2012 | 04h34

Está claro para o empresário brasileiro o que é computação em nuvem?

Claro não está. Mas está muito claro para nós que esse é um processo educativo. Há dois tipos de usuários: a empresa grande, que tem setor de TI estruturado, e a pequena, que tem pouco conhecimento. Com esse grupo, é preciso evangelizar, explicar quais são os benefícios, pois o interlocutor está cru.

E quais são os benefícios?

Antes, você tinha de comprar servidores e licenças de software. Na computação em nuvem, você passa a ter isso em data centers. Em vez de comprar, você aluga.

Algum desafio na hora de explicar?

O fator terceirização sempre vai ser um desafio. Por que o empresário deixaria de guardar seus dados na empresa para colocá-los nas mãos de outra pessoa? Ele pensa: os dados estarão seguros? Há anos, guardávamos dinheiro debaixo do colchão. Hoje, guardamos no banco. É um processo de credibilidade que é construído.

Como vê o Brasil nesse segmento?

Na Europa, apesar do grande conhecimento sobre o tema, a adoção é menor, porque os países não estão crescendo. Aqui a expectativa é positiva e a nuvem começa a ser vista cada vez mais como alternativa à compra de máquinas e softwares.

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