Com acesso à internet, objetos se tornam vulneráveis a invasões

Na internet, há relatos de violações de hackers a sistemas de lâmpadas, babás eletrônicas e TVs conectadas

Lígia Aguilhar, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2013 | 02h09

A ideia de conectar todos os objetos à internet traz conveniência, mas também preocupação. Se hoje não há garantias de privacidade e segurança na internet comum, o cenário fica ainda mais delicado quando se fala em internet das coisas.

Na web, há relatos de violações de hackers a sistemas de lâmpadas, babás eletrônicas e TVs conectadas. Além disso, há preocupação com a coleta de dados do usuário pelas empresas fabricantes dos eletrônicos.

Recentemente, foi noticiado o caso de um proprietário de uma smart TV da LG nos EUA, que descobriu que o aparelho continuava coletando dados sobre seus hábitos como espectador mesmo após desativar a opção que permitia isso. A empresa admitiu a falha dias depois.

No Brasil, o consultor de TI Wellington Uemura passou por situação parecida com uma smart TV da Sony. Após bloquear as configurações que permitem o compartilhamento de dados e desligar a TV, percebeu que o acesso à internet em seu modem se intensificou. O sistema de segurança (firewall) acusou uma atividade anormal no aparelho. "Os dados estavam criptografados e eu não consegui identificar do que se tratavam, mas provavelmente a TV estava enviando dados sobre a minha atividade", diz Uemura, que ainda aguarda solução da fabricante.

Procurada pelo Link, a Sony Brasil informou que, devido à complexidade da questão, está averiguando o assunto junto às áreas de desenvolvimento de produto e tecnologia no Japão e que cumpre as obrigações impostas pela legislação vigente.

"Essa ultraconectividade gera riscos à privacidade. Seria importante criar regulamentação", diz o estrategista de segurança da Symantec, André Carraretto.

A Intel Brasil e a FAPESP anunciaram no fim de novembro uma chamada para projetos de pesquisa em segurança para novos dispositivos para a internet das coisas. "Os dispositivos conectados vão se multiplicar. Temos que nos antecipar aos desafios que eles vão nos apresentar", diz Max Leite, diretor de inovação da Intel Brasil.

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