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Com ajuda de Fed e Petrobras, Bovespa bate novo recorde

Trata-se do 42º recorde alcançado neste ano. Bolsa subiu e atingiu 65.292 pontos

Agências internacionais,

31 de outubro de 2007 | 18h26

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta nesta quarta-feira e renovou seu recorde, elevando o ganho no mês para cerca de 8%. O Ibovespa - que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa - encerrou o dia com valorização de 1,41%, a 65.292 pontos. O volume financeiro atingiu R$ 6 bilhões. Veja também:Juro anual nos Estados Unidos cai para 4,5%Dólar vai a R$1,738, menor nível desde março de 2000Mercado oscila depois de decisão de juros nos EUAPetróleo nos EUA bate recorde e supera US$94 após Fed e estoques   As compras na Bolsa foram incentivadas pela decisão do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, de cortar o juro básico no país em 0,25 ponto - para 4,5% ao ano, como esperado, e pela alta do preço do petróleo, que ajudou as ações da Petrobras a avançar 2,9%. No ano, o principal índice da Bovespa acumula alta de mais de 46%.   O corte dos juros nos Estados Unidos atendeu às expectativas dos analistas econômicos. A redução é a segunda anunciada pelo Fed em um curto espaço de tempo - o corte anterior, de 0,5 ponto percentual, havia ocorrido no dia 18 de setembro. O novo corte visa conter uma possível escalada da inflação nos Estados Unidos. Mas o Fed afirmou que a economia americana enfrenta ainda tanto o risco de intensificação da desaceleração econômica como o de um aumento da inflação. Em um comunicado, o Fed afirmou que "esta ação (o corte da taxa juros) equilibra os riscos de um aumento inflacionário e o de declínios no crescimento". O Fed acrescentou ainda que "a ação de hoje, juntamente com a que foi tomada em setembro, deve ajudar a conter alguns dos efeitos adversos na economia como um todo, que poderiam se dar com interrupções nos mercados financeiros, e promover um crescimento moderado ao longo do tempo". EconomiaO anúnicio do corte ocorre no mesmo dia em que a economia americana mostou um desempenho superior ao esperado. Segundo cifras divulgadas nesta quarta, a economia do país cresceu a uma taxa de 3,9% no terceiro trimestre. A aceleração inesperada superou em muito expectativas mais pessimistas do mercado, que anteviam um crescimento para o período de cerca de 3%. Mas o desempenho econômico americano segue abalado, em especial graças à crise no mercado imobiliário, que ainda está longe de ser contornada. Em agosto deste ano, os mercados mundiais sofreram um sério abalado devido, em grande parte, à crise no setor de empréstimos hipotecários do tipo subprime (de alto risco) nos Estados Unidos. Analistas financeiros também temem que a alta do barril de petróleo, que ultrapassou a marca de US$ 94, e a queda no setor de construção possam reduzir o consumo no país, que é a força motriz da economia americana. 

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