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Com ajustes, dólar espelha mercado externo e fica em alta

A queda das commodities e avalorização global do dólar prevaleceram no mercado brasileironesta quinta-feira, com alta de 0,68 por cento da moedanorte-americana, para 1,633 real. O dólar chegou a cair no início do dia, mas passou a sevalorizar no final da manhã ao mesmo tempo em que o petróleoperdia força nos Estados Unidos e que o dólar recuperava espaçodiante de outras moedas no exterior. "Com a oscilação dos preços das commodities e do petróleo,o dólar acabou retornando a níveis mais elevados", disse JoãoEduardo Santiago, operador do Banco Alfa de Investimento. O petróleo caiu 2,56 dólares por barril nos Estados Unidos.Às 16h18, o dólar subia 0,11 por cento em relação a uma cestacom as principais moedas, e o índice Reuters-Jefferies decommodities tinha baixa de 1,91 por cento. Um dos motivos para a valorização do dólar no mercadointernacional era o mesmo que sustentava a alta de mais de 1por cento das bolsas em Nova York: o crescimento maior do que oesperado da economia dos Estados Unidos no segundo trimestre,de 3,3 por cento em taxa anualizada. Segundo Milton Mota, operador da SLW Corretora, pesoutambém no mercado brasileiro a disputa em torno da formação daúltima Ptax (taxa média do dólar) do mês. A taxa será definidana sexta-feira e será usada na liquidação de contratos futurosem vencimento. "É um ajuste por causa da formação da Ptax", disse. Como muitos agentes diminuíram suas posições vendidas emdólar em relação ao final do mês passado --indicando uma apostamaior na alta da moeda norte-americana--, a pressão pela altada taxa de câmbio também é maior. Entre terça e quarta-feira, no entanto, os estrangeirosvoltaram a vender derivativos cambiais com força na Bolsa deMercadorias & Futuros (BM&F), indicando uma possível volta àestratégia anterior. Eles, que tinham 194 milhões de dólares em posiçõescompradas em derivativos cambiais na terça-feira, passaram aexibir 2,2 bilhões de dólares em posições vendidas no final dodia seguinte. O Banco Central realizou um leilão de compra de dólares nametade da sessão, com taxa de corte de 1,6224 real. Somente umadas propostas divulgadas foi aceita, segundo um operador. (Edição de Vanessa Stelzer)

SILVIO CASCIONE, REUTERS

28 de agosto de 2008 | 16h24

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