Com alimentos, inflação pelo IPC-S recua levemente para 0,67%

Índice semanal da FGV fica dentro das estimativas dos analistas; preços do arroz, feijão e carne avançam menos

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

23 de julho de 2008 | 08h24

O IPC-S de até 22 de julho subiu 0,67% ante alta de 0,69% no índice anterior, de até 15 de julho. A principal contribuição para a desaceleração da taxa do indicador foi o setor de alimentos (de 1,56% para 1,44%). As informações foram divulgadas nesta quarta-feira, 23, pela Fundação Getúlio Vargas.   Veja também: Entenda os principais índices de inflação  De olho na inflação, preço por preçoEntenda a crise dos alimentos    Foram apurados avanços de preços mais fracos em dez dos 21 itens componentes do grupo Alimentação, tais como arroz e feijão (7,67% para 4,32%), carnes bovinas (6,99% para 6,00%) e adoçantes (1,25% para 0,27%).   Porém, tanto as mais expressivas altas quanto as mais significativas quedas de preço no varejo foram apuradas no setor de alimentação. Segundo a FGV, as elevações de preços mais significativas foram registradas em tomate ( 9,04%); carne moída ( 7,63%) e feijão carioquinha (10,01%). Já as mais significativas deflações foram registradas nos preços de alface (-6,41%); banana prata ( -6,62%); e cenoura (-5%).   A taxa ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,60% e 0,69% e se posicionou levemente acima da mediana das expectativas (0,66%).   A desaceleração da taxa do indicador partiu de elevações de preços menos intensas, e até mesmo quedas, em três das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice, na passagem do IPC-S de até 15 de julho para o indicador de até 22 de julho. É o caso de Vestuário (de 0,09% para -0,16%); Despesas Diversas (de 0,36% para 0,28%); e Alimentação (de 1,56% para 1,44%).   O setor de alimentos mais uma vez foi o destaque da edição do IPC-S, sendo a principal contribuição para a taxa menor do índice, entre as sete classes de despesa pesquisadas.   No mesmo período, a FGV registrou, porém, acelerações de preços nas quatro classes de despesa restantes, usados para cálculo do índice. É o caso de Habitação (de 0,36% para 0,42%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,27% para 0,37%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,59% para 0,61%); e Transportes (de 0,17% para 0,22%).

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