Com alimentos, inflação pelo IPC-S tem maior alta desde 2004

Índice acelera para 1,12% ante aumento de 0,87% em leitura anterior; arroz, feijão e açúcar são destaques

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

09 de junho de 2008 | 08h43

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) de até 7 de junho subiu para 1,12%, em comparação com o aumento de 0,87% no índice anterior, de até 31 de maio. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 9, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).Este foi o maior resultado para o índice desde a primeira semana de fevereiro de 2004, quando o IPC-S subiu 1,22%.  Veja também:Entenda a crise dos alimentos   Entenda os principais índices de inflação Segundo a FGV, a principal contribuição para o avanço da taxa do indicador partiu da forte aceleração de preços do grupo Alimentação (de 2,33% para 2,98%). Esse setor foi pressionado por elevações de preços mais intensas em arroz branco (16,95% para 18,44%), feijão preto (1,90% para 4,45%), açúcar refinado (1,10% para 4,82%), aves e ovos (1,68% para 2,61%) e carnes bovinas (3,97% para 4,97%).Das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice, cinco apresentaram elevação de preços mais intensa, ou deflação mais fraca na passagem do IPC-S de até 31 de maio para o índice de até 7 de junho. Além de Alimentação, é o caso de Habitação (de 0,18% para 0,36%); Vestuário (de 0,37% para 0,46%); Educação, Leitura e Recreação (de 0,34% para 0,44%); e Despesas Diversas (de -0,08% para -0,02%). As outras duas classes de despesas apresentaram desaceleração de preços. É o caso de Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,81% para 0,73%); Transportes (de 0,21% para 0,17%).

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