Com alimentos mais caros, prévia da inflação sobe 0,48% em outubro

Taxa foi mais elevada do que a registrada em setembro, de 0,39%; além da alta do item carnes, de 2,38%, cerveja, arroz e frango contribuíram para a inflação do período

Economia & Negócios, O Estado de S. Paulo

21 de outubro de 2014 | 09h01

RIO - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do País, registrou alta de 0,48% em outubro, após subir 0,39% em setembro. O principal impacto veio do grupo Alimentação e Bebidas, que avançou 0,69%. 

O grupo teve impacto de 0,17 ponto na inflação final do IPCA-15. A prévia da inflação mostra que fazer churrasco ficou mais caro em outubro: além das carnes, que subiram 2,38%, outros produtos que apresentaram aumentos significativos de preços foram a cerveja (3,52%), o frango (1,75%) e o arroz (1,35%). 

O item carnes teve um impacto de 0,06 ponto na inflação. A forte alta das carnes ocorre no mesmo mês no qual o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, causou polêmica ao sugerir que, diante dos preços mais caros, o brasileiro trocasse carne por ovo. A título de curiosidade, o ovo de galinha caiu 2,07% no IPCA-15 de outubro e avança 5,95% no ano.

O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou perto do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pela Agência Estado, que esperavam inflação entre 0,47% e 0,63%, com mediana de 0,51%. 

Com o resultado, o IPCA-15 acumula taxas de 5,23% no ano, taxa acima da registrada no mesmo período em 2013 (4,46%). No acumulado de 12 meses até outubro, a taxa se manteve em 6,62%.

Moradia. As despesas com Habitação aumentaram 0,80% em outubro. Em setembro, a alta tinha sido de 0,72%. O resultado foi puxado pelo encarecimento das tarifas de energia elétrica, com alta de 1,28% em outubro, e do gás de cozinha, que subiu 2,52%. 

No caso da energia elétrica, o maior resultado foi registrado em Goiânia (15,54%), onde as tarifas tiveram reajuste de 19% em 12 de setembro. Em Brasília, a alta foi de 5,99%, devido ao reajuste de 18,88% em vigor desde 26 de agosto. Nas demais regiões, houve variações na conta de energia decorrentes de alterações no PIS/PASEP/COFINS.

O resultado do grupo Habitação levou a uma contribuição de 0,12 ponto porcentual no IPCA-15 do mês, o segundo maior impacto de grupo, atrás apenas de Alimentação e Bebidas. Juntos, os dois grupos responderam por 0,29 ponto porcentual do IPCA-15 registrado em outubro (de 0,48%), o equivalente a 60,42% da inflação do mês. 

Empregados domésticos. As despesas das famílias com empregado doméstico aumentaram 0,73% no IPCA-15 de outubro. Após três meses de resultados estimados, devido à falta de informações da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), prejudicada pela greve de servidores no instituto, os economistas da Coordenação de Índices de Preços puderam enfim fazer o ajuste com os valores de fato apurados.

As informações de rendimentos da PME para as regiões metropolitanas de Porto Alegre e Salvador estiveram indisponíveis por três meses, o que levou a uma adaptação da metodologia de cálculo do IPCA e IPCA-15 nos índices de julho, agosto e setembro. Segundo o instituto, diante das informações divulgadas sobre os rendimentos nessas duas regiões, os cálculos do item empregado doméstico realizados nos meses anteriores "foram, excepcionalmente, refeitos através da metodologia normalmente adotada". 

Para obter o resultado mensal, foi calculada a variação acumulada pelo item de julho a outubro em cada uma das regiões, para em seguida serem descontados os valores acumulados na estimativa feita anteriormente nos meses de julho a setembro. No IPCA-15 de outubro, o item empregado doméstico teve alta de 1,25% em Porto Alegre e queda de 4,15% em Salvador.

O mesmo cálculo foi aplicado ao item mão de obra para pequenos reparos, do grupo Habitação. O resultado de outubro situou-se em 0,14% em Porto Alegre e 0,66% em Salvador. (Com informações da Agência Estado)

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