Com alta, Bovespa registra maior nível desde junho de 2008

Cotações passaram o dia no azul, mas ganhos diminuíram após divulgação de dados d mercado privado dos EUA

Claudia Violante, Agência Estado

02 de dezembro de 2009 | 18h41

A Bovespa continua contrariando as previsões de que precisa passar por uma realização de lucros, mesmo que pequena, para ganhar fôlego e ir além. Ao menos nesta quarta, 2, não mostrou a exuberância da véspera, embora tenha renovado o recorde de 2009. Os ganhos foram limitados pelos dados divulgados nos EUA, que colocaram as Bolsas lá para baixo, e também pelo efeito da queda do petróleo sobre as ações da Petrobras. Vale, contrariando o desempenho altista dos metais, também caiu.

 

O Ibovespa terminou a sessão em alta de 0,30%, aos 68.614,79 pontos, maior nível desde os 69.281,20 pontos de 9 de junho de 2008. Na mínima, registrou 68.412 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 69.139 pontos (+1,07%). No mês, a alta atinge 2,34% e, no ano, 82,73%. O giro financeiro totalizou R$ 6,781 bilhões. Os dados são preliminares.

 

A Bovespa trabalhou o dia todo no azul, mas os ganhos eram maiores antes da divulgação dos dados do mercado privado norte-americano. Os números vieram piores do que as projeções, ao mostrarem corte de 169 mil vagas em novembro, ante previsão de redução de -150 mil. Os dados são considerados uma prévia do payroll, o relatório do governo que sai na sexta-feira, e por isso acabaram pesando sobre as ações.

 

Os investidores também se desfizeram de papéis das empresas de energia norte-americanas após o relatório semanal de estoques. O Departamento de Energia anunciou alta de 2,091 milhões de barris de petróleo na semana encerrada em 27 de novembro, muito mais do que a previsão de +800 mil barris. Também superaram as estimativas os estoques de gasolina: 3,996 milhões ante +700 mil estimados.

 

O desempenho dos estoques teve efeito direto sobre o petróleo, que só aprofundou as perdas após a divulgação dos dados. Na Nymex, o contrato para janeiro terminou em baixa de 2,26%, a US$ 76,60 o barril. Às 18h20, o Dow Jones operava em baixa de 0,32%, o S&P recuava 0,15%. O Nasdaq tinha ganho de 0,26%.

 

Aqui, o efeito do petróleo foi sobre a Petrobras, que recuou 1,11% na ON e 0,96% na PN. O gerente de renda variável da TOV Corretora, Pedro Alceu Cardoso, no entanto, considera que os papéis estão atrasados em relação ao índice Bovespa e isso acabou impedindo uma queda maior na sessão de hoje.

 

Vale também terminou em queda, a despeito da alta dos metais. A ON perdeu 0,80% e a PNA, 0,91%. Nesse caso, no entanto, os papéis, que têm alta superior ao Ibovespa no ano estariam sendo usados para reposicionamento das carteiras. Ou seja, os investidores estariam vendendo Vale para comprar outras ações com maior possibilidade de crescimento neste momento.

 

Segundo os profissionais do mercado consultados, a produção industrial brasileira, que avançou 2,2% em outubro na comparação com setembro, veio dentro do previsto, mas é mais um dado a reforçar as boas trajetória e perspectiva da economia brasileira. Com isso, muitos apostam que o Ibovespa pode até mesmo romper os 70 mil pontos neste mês de dezembro.

 

As maiores altas do Ibovespa foram Eletrobrás PNB (+8,55%), Eletrobrás ON (+6,56%), Cosan ON (+5,50%). Registraram as maiores quedas Perdigão ON (-2,80%), TIM Par PN (-1,86%) e JBS ON (-1,60%).

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