Nilton Fukuda/Estadão - 21/7/2017
Nilton Fukuda/Estadão - 21/7/2017

Com alta da gasolina, prévia da inflação fica em 0,48% em fevereiro

Preços dos combustíveis pressionaram o IPCA-15, que registrou o maior resultado para o mês desde 2017, segundo o IBGE

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2021 | 10h05

RIO - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), uma prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,48% em fevereiro, após ter avançado 0,78% em janeiro, informou nesta quarta-feira, 24, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é o maior para o mês de fevereiro desde 2017.

O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam uma alta de 0,17% a 0,65%, com projeção média de 0,50%. Com esse resultado, o IPCA-15 acumulou aumento de 4,57% em 12 meses.

A gasolina mais cara pressionou mais uma vez o orçamento das famílias. Impulsionado pelos combustíveis, o grupo transportes passou de um aumento de 0,14% em janeiro para uma elevação de 1,11% este mês, sendo responsável por 0,22 ponto porcentual do IPCA-15 de 0,48%.

Os combustíveis subiram 3,34% e só a gasolina aumentou 3,52%, item de maior impacto individual na inflação do mês, respondendo por 0,17 ponto porcentual. Fevereiro foi o oitavo mês de alta seguida da gasolina. Também subiram o óleo diesel (2,89%), o etanol (2,36%) e o gás veicular (0,61%).

Ainda dentro do grupo transportes, os automóveis novos ficaram 1,12% mais caros, enquanto os usados subiram 0,68%. As motocicletas aumentaram 1,41%.

O ônibus urbano subiu 0,08%, em consequência do reajuste de 8,70% no preço das passagens em Recife desde 7 de fevereiro. Na direção oposta, as famílias pagaram menos pelos transportes por aplicativo (-9,16%) e pelas passagens aéreas (-2,54%).

O grupo educação subiu 2,39% e respondeu pelo segundo maior impacto no IPCA-15, com 0,15 ponto porcentual. O desempenho reflete os reajustes anuais aplicados no início do ano letivo e a retirada de descontos dados por algumas instituições de ensino em 2020, no contexto da pandemia de covid-19.

Com a redução de 4,24% nas tarifas de energia elétrica, por causa na mudança na bandeira tarifária, o grupo habitação recuou 0,74%, depois da alta de 1,44% em janeiro.

O grupo alimentação e bebidas, que vem desacelerando desde novembro, passou de alta de 1,53% em janeiro para 0,56% em fevereiro. O resultado reflete a queda nos preços de alimentos como batata-inglesa (-5,44%), leite longa vida (-1,79%), óleo de soja (-1,73%) e arroz (-0,96%). 

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