Felipe Rau/Estadão
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Com alta de 0,02%, prévia da inflação de junho é a menor para o mês desde 2006

Resultado do IPCA-15 foi afetado principalmente pela queda de 26% no preço das passagens aéreas, segundo o IBGE; acumulado em 12 meses é de 1,92%, o mais baixo desde fevereiro de 1999

Daniela Amorim, Francisco Carlos de Assis e Thaís Barcellos, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2020 | 09h43

RIO e SÃO PAULO - A prévia da inflação oficial no País mostrou os preços da economia praticamente estáveis em junho. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) subiu 0,02%, menor resultado para o mês desde 2006, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira, 25.

Ainda em meio à pandemia do novo coronavírus, os alimentos voltaram a ficar mais caros, assim como os artigos de residência, como equipamentos de TV e informática e eletrodomésticos.

Por outro lado, a queda de mais de 26% no custo das passagens aéreas evitou uma inflação maior em junho. Houve contribuição também dos gastos menores com combustíveis, energia elétrica, vestuário, saúde e despesas pessoais.

Como consequência, a taxa acumulada pelo IPCA-15 em 12 meses passou de 1,96% em maio para 1,92% em junho, o mais baixo resultado em mais de duas décadas.

“O cenário de inflação continua muito confortável e não representa uma preocupação para o BC (Banco Central)”, disse a economista Cristiane Quartaroli, do Banco Ourinvest.

O quadro inflacionário ainda comportado deve fazer o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduzir a taxa básica de juros, a Selic, dos atuais 2,25% ao ano para 1,75% ao ano na reunião de agosto, aposta o economista João Fernandes, da gestora de recursos Quantitas.

Após o IPCA-15, Fernandes aumentou sua projeção para o IPCA fechado de junho, que passou de alta de 0,31% para 0,35%, mas sua estimativa para a inflação no encerramento de 2020 permaneceu em 1,5%, que, se confirmada, será a menor taxa anual do IPCA desde a implantação do Plano Real.

"Não há preocupação. Tem uma contribuição para cima para o IPCA de junho, mas não está sinalizando perigo de aceleração de inflação", resumiu o economista da Quantitas.

O analista Marcio Milan, da Tendências Consultoria Integrada, ressalta que a inflação de serviços - usada como referência para detectar pressões de demanda sobre os preços da economia - deve manter tendência de baixa nos próximos meses.

“Os efeitos mais graves da pandemia sobre a atividade local, com paralisação de vários segmentos, e os impactos sobre o mercado de trabalho devem afetar ainda mais a trajetória de recuperação desses preços no curto prazo”, avaliou Milan.

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