Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Ações da Petrobrás disparam e puxam alta da Bolsa

Bovespa fecha em alta de 3,75% com leitura dos investidores de que cresceram as chances de Dilma deixar a Presidência

Denise Abarca e Claudia Violante, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2015 | 11h47

Texto atualizado às 17h37

A Bovespa fechou em forte alta nesta quarta-feira, 9, impulsionada pela percepção de que cresceram as chances de Dilma Rousseff deixar a Presidência. A Bolsa praticamente apagou a queda das últimas três sessões e os ganhos foram puxados pelas estatais. O Ibovespa fechou em alta de 3,75%, aos 46.108 pontos. Na mínima, marcou 44.444 (estabilidade) e, na máxima, 46.438 pontos (alta de 4,49%). No mês, acumula alta de 2,19% e, no ano, queda de 7,8%. 

Como o que é ruim ao governo agrada ao mercado, as ações tiveram forte alta, sobretudo as estatais. Petrobras ON subiu 10,77%, a maior alta do índice Bovespa, enquanto a PN avançou 7,29%, na quarta posição. Entre elas, BB ON, com alta de 10,19%, em segundo lugar, seguida por BB Seguridade ON (alta de 7,55%), também estatais. 

O dólar à vista fechou em baixa de 1,39% ante o real, aos R$ 3,75, depois de marcar R$ 3,71 na mínima e R$ 3,78, na máxima. No mês, cai 3,23% e, no ano, tem alta de 41,10%. 

O bom humor no mercado doméstico é pautado pela leitura do investidor de que a presidente Dilma se enfraqueceu com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de interromper o processo de impeachment, o que atrapalharia os planos do governo de acelerar a apresentação da sua defesa. Ainda mais depois que 35 parlamentares do PMDB, entre eles o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, assinaram o pedido de destituição do líder do partido na Casa, Leonardo Picciani (RJ). Picciani foi deposto do cargo hoje após articulação de deputados da ala pró-impeachment do PMDB.

Em outro revés, nesta tarde o Tribunal de Contas de União (TCU) negou o recurso apresentado pelo governo no caso das pedaladas fiscais, ou seja, consolidou o entendimento de que o governo cometeu infração grave à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Nesta tarde, durante cerimônia de entrega de casas do programa Minha Casa Minha Vida, Dilma negou que haja irregularidades no pagamentos feitos pela Caixa. "Eles discordam da forma como contabilizamos os gastos, mas não há desvios", disse.

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