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Com alta do dólar, brasileiro gasta 10% menos no exterior

Dados do Banco Central mostram que valor chegou a US$ 1,247 bilhões em novembro, o menor para o mês desde 2016

Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2019 | 05h00

BRASÍLIA - Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 1,247 bilhão em novembro deste ano, uma queda de 10% em relação ao mesmo período de 2018. Os dados foram divulgados ontem pelo Banco Central. Esse também foi o menor valor, para meses de novembro desde 2016, ou seja, dos últimos três anos.

Nos ano até novembro, as despesas de brasileiros em outros países somaram US$ 16,1 bilhões, queda de 4,5% ante o mesmo período do ano passado (US$ 16,9 bilhões). A queda acontece em um momento de alta do dólar. No mês passado, a moeda americana subiu 5,7%, para R$ 4,23.

Com o dólar alto, as viagens de brasileiros ao exterior ficam mais caras. Isso porque as passagens e as despesas com hotéis, por exemplo, são cotadas em moeda estrangeira. O papel moeda também fica mais oneroso. Além da taxa de câmbio, o nível de atividade, que tem impacto no emprego e na renda do brasileiro, também é outro fator que influencia o nível de gastos no exterior.

Em novembro deste ano, informou o Banco Central, os estrangeiros gastaram US$ 432 milhões no Brasil, com pequena queda em comparação ao registrado no mesmo mês de 2018 (US$ 464 milhões). Já no ano, até novembro, as despesas de estrangeiros no Brasil totalizaram US$ 5,403 bilhões, ante US$ 5,432 bilhões no mesmo período do ano passado.

Para estimular o turismo no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro assinou no começo do ano um decreto dispensando o visto de visita para turistas de Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão que viajarem ao Brasil

Rombo

Aindana sexta, 20, o Banco Central também informou s contas externas do Brasil registraram um rombo de US$ 45 bilhões no ano até novembro, alta de 27% em relação ao mesmo período do ano passado. O déficit em transações correntes, um dos principais indicadores sobre o setor externo do País, é formado pela balança comercial, pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior). O resultado parcial de 2019 foi o pior, para o período, desde 2015. Também já superou o déficit de todo ano passado de US$ 41,5 bilhões.

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