Propan American Health Organization/ Creative Commons
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Com alta dos preços dos alimentos e remédios, prévia da inflação em abril sobe 0,51%

Com o resultado, índice acumula aumento de 3,32% no ano, abaixo dos 4,61% registrados no mesmo período de 2015

Daniela Amorim, O Estado de S. Paulo

20 de abril de 2016 | 09h58

RIO - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,51% em abril, após subir 0,43% em março. O resultado, divulgado nesta quarta-feira, 20, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, serviço da Agência Estado, que esperavam inflação entre 0,38% e 0,58%, com mediana de 0,47%.

Com o resultado, o IPCA-15 acumula aumento de 3,32% no ano, abaixo dos 4,61% registrados em igual período de 2015. Já a taxa acumulada em 12 meses até abril foi de 9,34%.

Os maiores os índices regionais foram em Belém (0,78%) e Porto Alegre (0,76%). O índice de Belém foi pressionado pela taxa de 1,94% dos alimentos, com destaque para o açaí com alta de 11,80%. Em Porto Alegre o resultado de 8,00% dos ônibus urbanos, que refletiu o reajuste de 15,38% ocorrido em 30 de março, foi o principal responsável pela alta do índice. Salvador (0,08%) foi a região metropolitana que apresentou a menor variação, principalmente, por causa da queda de 5,15% no preço dos combustíveis. O litro da gasolina ficou 6,03% mais barato e o do etanol 3,53%.

Em alta. Os itens alimentação e bebidas, com alta de 1,35%, e saúde e cuidados pessoais, com 1,32%, apresentaram os maiores resultados. 

Os alimentos (1,35%) contribuíram com 0,34 pontos percentuais (p.p) na composição do índice do mês, respondendo por 67%. O lugar que teve maior alta no valor dos alimentos foi Belo Horizonte, com preços 2,12% maiores. Na sequência está a capital do Pará, Belém, com alimentos 1,94% mais caros. As vilãs da vez foram as frutas (8,52%), item que mais contribuiu para a alta: 0,09 p.p. 

Os remédios, 2,64% mais caros, se destacaram no grupo saúde e cuidados pessoais (1,32%), em reflexo ao reajuste de 12,50% em vigor a partir de 1º de abril. Plano de saúde (1,06%), artigos dehigiene pessoal (0,70%) e serviços laboratoriais e hospitalares (0,66%) são outros destaques no grupo.

Em baixa. Após a mudança da bandeira tarifária de amarela para verde nas contas de luz em 1º de abril,o item energia elétrica foi o que exerceu o mais expressivo impacto para baixo, -2,86% e 0,11 p.p a menos. Com a bandeira amarela, o consumidor pagava o valor de R$1,50 por cada 100 kilowatts-hora consumidos. Em todas as regiões pesquisadas as contas de eletricidade ficaram mais baratas, especialmente em Salvador (-6,63%).

Para o o cálculo do IPCA-15, o IBGE coletou preços de 16 de março a 13 de abril e os comparou com aqueles vigentes de 16 de fevereiro a 15 de março. Além disso, a pesquisa é feita com base em famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

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