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Com auditoria, PT cogita reavaliar termos da união com tele brasileira

Companhia aguarda relatório para rever acordos feitos com a operadora Oi; participação da holding na tele brasileira foi reduzida no ano passado após PT sofrer calote

O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2015 | 02h02

A holding PT SGPS, dona de 25,6% da Oi, divulgou nesta quinta-feira, 15, um comunicado em que traz informações adicionais sobre a venda da operadora PT Portugal para a francesa Altice. No documento, a empresa informa que, caso seja comprovado que Zeinal Bava, ex-presidente da Oi, sabia das aplicações na Rioforte, holding do Grupo Espírito Santo, significará que a companhia brasileira também tinha conhecimento dos investimentos, "pelo menos na pessoa de seu CEO". O investimento resultou em um calote de 897 milhões na PT e uma revisão dos termos do acordo de fusão com a Oi no ano passado, com uma redução de participação da holding na companhia brasileira de 37,3% para 25,6%.

A holding acrescenta que analisará em que medida, conclusões de um relatório da PwC e outros fatos que venham a ser apurados, poderão "justificar uma eventual iniciativa de renegociação dos termos da permuta (acertados no ano passado entre Oi e PT) ou de outros aspectos dos acordos firmados com a Oi, bem como a propositura de ações judiciais de responsabilidade".

A companhia pondera que, nesta data, o conhecimento de Bava e da Oi não foi não foram considerados provados e terão de ser objeto de análise complementar por parte do conselho de administração da PT SGPS. Na semana passada, a PT SGPS divulgou o relatório e, embora a PwC não tenha apontado o responsável por uma aplicação da operadora portuguesa na Rioforte, o documento detalha em ordem cronológica que o alto escalão da PT e do Banco Espírito Santo sabiam das operações financeiras em títulos podres.

Procurada, a Oi reiterou que não foi informada, nem participou de decisões relativas às aplicações, que culminaram numa renegociação da fusão com a PT. Também informou que solicitou esclarecimentos a Bava sobre os fatos descritos no relatório da PwC. 

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