Hiro Komae/AP
Hiro Komae/AP

Com avanço de pacote fiscal nos EUA, mercados internacionais fecham em alta

Medidas de estímulos de US$ 1,9 trilhão foi aprovado nesta quinta pelo presidente Joe Biden e deve ajudar a combater os efeitos da pandemia nos EUA

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de março de 2021 | 07h30
Atualizado 11 de março de 2021 | 19h08

Os principais índices do exterior fecharam em alta nesta quinta-feira, 11, com a aprovação do pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão dos Estados Unidos pelo Congresso, que foi sancionado hoje pelo presidente Joe Biden. A medida é extremamente esperada por investidores do mundo inteiro, pois irá ajudar na recuperação da maior economia do mundo.

No texto aprovado pelos congressistas americanos, a legislação prevê benefícios a setores específicos da economia, como o de companhias aéreas, além de destinar recursos à vacinação contra a covid-19 no país e a cheques individuais de US$ 1,4 mil a maioria dos americanos. 

Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) divulgar, em comunicado, a decisão que manteve sua política monetária inalterada. Apesar de não ter alterado suas ferramentas, a instituição sinalizou pelo aumento do volume do seu Programa de Compras Emergenciais da Pandemia (Pepp, na sigla em inglês) para prover mais acomodação à economia europeia ao longo do ano, o que animou investidores.

Na agenda de indicadores, os últimos números de preços ao consumidor dos EUA mostraram que a inflação da maior economia do mundo está sob controle, amenizando preocupações de que um salto inflacionário pudesse levar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a apertar sua política monetária antes do esperado.

Em resposta, o mercado de títulos do Tesouro americano, cujo rendimento está associado à inflação, voltaram a subir nesta quinta, mas o movimento ficou em segundo plano hoje, com os investidores de olho no pacote de estímulos dos EUA. Esse ativo tem sido monitorado pelos mercados de todo mundo, já que a alta no rendimento dos Treasuries pode levar a uma debandada de recursos dos índices acionários, tanto de países emergentes quanto de desenvolvidos.

Bolsas da Ásia

A Bolsa de Tóquio subiu 0,60%, enquanto a de Hong Kong avançou 1,65% e a de Seul se valorizou 1,88%, interrompendo uma sequência de cinco pregões negativos. Já a Bolsa de Taiwan registrou ganho de 1,68%.

Na China, a Bolsa de Xangai avançou 2,36%, enquanto a de Shenzhen teve alta idêntica, de 2,36%. Na Oceania, a Bolsa australiana contrariou o tom positivo da Ásia e terminou o dia estável.

Bolsas da Europa

No velho continente, os índices também fecharam em alta. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,49%, enquanto a Bolsa de Londres subiu 0,17%, a de Paris teve ganho de 0,72% e a de Frankfurt avançou 0,20%.

Milão, Madri e Lisboa tiveram ganhos de 0,82%, 0,80% e 2,31% cada.

Bolsas de Nova York

As bolsas de Nova York fecharam em alta hoje, impulsionadas pela sanção do pacote fiscal nos Estados Unidos. As ações 

de tecnologia tiveram alguns dos principais avanços, e Dow Jones e S&P 500 renovaram seus recordes de fechamento. O índice Dow Jones fechou em alta  de 0,58%, o S&P 500 subiu 1,04% e o Nasdaq avançou 2,52%. 

Com grande volatilidade, seguindo com frequência o mercado de títulos públicos americano, as ações de tecnologia tiveram um dia de altas importantes. Facebook, em alta de 3,39%, Tesla, de 4,72% e Twitter, de 5,60%.

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta hoje, impulsionados por relatório da Organização dos Países Exportadores de  Petróleo (Opep), que elevou sua expectativa para a demanda da commodity em 2021. O grupo prevê que o consumo da commodity crescerá 5,9 milhões de barris por dia (bpd) este ano, a 96,3 milhões de bpd. Além disso, a aprovação do pacote trilionários dos EUA também animou.

Em resposta, o WTI com entrega para abril fechou em alta de 2,45%, cotado a US$ 66,02 o barril, enquanto o Brent para maio avançou 2,55%, aos US$ 69,63 o barril. /MAIARA SANTIAGO, MATHEUS ANDRADE E GABRIEL CALDEIRA

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.