Werther Santana/Estadão; Dirceu Portugal/FotoArena; Gabriela Biló/Estadão
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Com avanço do coronavírus, analistas reduzem para 1,68% previsão de alta do PIB de 2020

Expectativa é de novo corte na taxa básica de juros; Copom anunciará decisão nesta quarta, 18

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2020 | 11h43

BRASÍLIA - Diante do avanço do novo coronavírus, os analistas do mercado financeiro reduziram novamente a estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, que passou de 1,99% para 1,68% de alta. Essa foi a quinta queda consecutiva no indicador.

Ao mesmo tempo, eles também passaram a prever um corte da taxa básica de juros nesta semana, dos atuais 4,25% para 4% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nesta terça e quarta-feiras, 17 e 18. A decisão será anunciada às 18h da próxima quarta.

As projeções fazem parte do boletim de mercado, conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira , 16, pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

A redução na previsão de crescimento da economia, e de corte dos juros nesta semana, acontecem em meio aos efeitos da pandemia do coronavírus na economia mundial.

Neste domingo, 15, o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) promoveu, após reunião emergencial, um corte de 1 ponto percentual nas taxas de juros do país. Agora, a taxa de juros dos Estados Unidos varia de 0% a 0,25%.

A instituição também anunciou a compra de US$ 500 bilhões em títulos do Tesouro e de US$ 200 bilhões em valores hipotecários.

O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

Para o próximo ano, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em 2,50%.

Taxa Selic

O mercado financeiro reduziu de 4,25% para 4% ao ano a previsão para a taxa básica de juros, a Selic, fixada pelo Banco Central, para o fim de março – com corte de 0,25 ponto percentual nesta semana.

Para o fim do ano, os economistas do mercado financeiro preveem juros menores ainda, em 3,75% ao ano.

Para o fechamento de 2021, a expectativa do mercado para a taxa Selic caiu de 5,50% para 5,25% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem, mas em menor intensidade.

Inflação

Segundo o relatório divulgado pelo BC, os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para 2020 de 3,20% para 3,10%.

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%. O intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,5% a 5,5%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro baixou a estimativa de inflação de 3,75% para 3,65%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

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