Kimimasa Mayama/EFE/EPA
Kimimasa Mayama/EFE/EPA

Mercados internacionais fecham em alta após dados indicarem possível retomada da economia

Números referentes ao setor industrial do Reino Unido, China, zona do euro e EUA impulsionaram os negócios nesta segunda, ao lado do bom desempenho de ações do setor de tecnologia

Gabriel Bueno da Costa, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2020 | 07h00
Atualizado 03 de agosto de 2020 | 18h39

As principais Bolsas do exterior fecharam em alta nesta segunda-feira, 3, após importantes indicadores da indústria apontarem para uma melhora das economias do Reino UnidoChinazona do euro e Estados UnidosAlém disso, ações relacionadas ao setor de tecnologia tiveram um bom desempenho em algumas praças importantes, como as chinesas, japonesa e americana. 

Nos mercados chineses, ações de computação, eletrônicos e telecomunicações estiveram entre os destaques. China National Software & Service e Advanced Micro-Fabrication Equipment subiram ambas 10%. A montadora Great Wall Motor também se saiu bem, em alta de 5,5%. Já nos EUA, a ação da Microsoft saltou 5,62% após Trump anunciar que não se opõe a ideia de que a gigante do setor compre o TikTok

Já o IHS Markit informou hoje que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da zona do euro subiu de 47,4 em junho para 51,1 em julho. No Reino Unido, a alta foi a 53,3, enquanto nos EUA, o mesmo dado saltou a 50,9 e na China, de 51,2 em junho a 52,8 em julho. A leitura do PMI acima de 50 sugere expansão da atividade.

Bolsas da Ásia 

A Bolsa de Xangai fechou em alta de 1,75% e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 2,60%. Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou com ganho de 2,24%. Na Coreia do Sul, o índice Kospi fechou em alta de 0,07%, em 2.251,04 pontos. Em Seul, investidores monitoraram com certo otimismo dados melhores do que o previsto do país, apontando para recuperação coreana, mas também mostraram cautela com as tensões recentes entre EUA e China, bem como diante das dificuldades de se aprovar um novo pacote de ajuda à economia americana em Washington. Fabricantes de baterias e companhias ligadas à internet lideraram os ganhos, enquanto farmacêuticas caíram.

Na contramão da maioria, em Hong Kongo índice Hang Seng fechou em baixa de 0,56%, com o setor bancário liderando as perdas - a ação do HSBC negociada na praça local recuou 4,4%, após balanço. Em Taiwan, o índice Taiex registrou queda de 1,20%.

Bolsas da Europa

No velho continente, o Stoxx 600 fechou em alta de 2,05%. Os primeiros sinais de retomada da economia animaram os investidores e a Bolsa de Londres saltou 2,29%, a de Paris teve ganho de 1,93% e a Frankfurt avançou 2,11%. Já MilãoMadri e Lisboa tiveram altas de 1,51%, 1,42% e 1,21% cada.

Bolsas de Nova York

O mercado acionário de Nova York também subiu, principalmente apoiada pela alta da Microsoft. Por lá, o Nasdaq teve ganho de 1,47%, além de fechar com um novo recorde. Já Dow Jones encerrou com alta de 0,89%, enquanto o S&P 500 subiu 0,72%.

Petróleo 

Os primeiros sinais mais consistentes de uma possível retomada da economia ajudaram o petróleo, que tinha apenas ganhos comedidos - e seguidas quedas -, frente ao temor de que a demanda demorasse muito a voltar para os níveis pré-pandemia.

Em resposta, na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de petróleo tipo WTI com entrega para setembro, referência no mercado americano, encerrou em alta de 1,83%, a US$ 41,01. Já o Brent para outubro, referência no mercado europeu, avançou 1,44%, a US% 44,15 na Intercontinental Exchange (ICE)./COLABOROU MAIARA

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