Kazuhiro Nogi/AFP
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ESG

Coluna Fernanda Camargo: É necessário abrir mão do retorno para fazer investimentos de impacto?

Com balanços e PIBs, mercados internacionais fecham sem sentido único

Na quinta, governo americano divulgou que o PIB dos EUA sofreu uma retração de 32,9% no segundo trimestre; a zona do euro, nesta sexta, apontou queda recorde de 12,1%

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2020 | 07h00
Atualizado 31 de julho de 2020 | 19h15

As principais Bolsas do exterior fecharam sem sentido único sexta-feira, 31, um dia após a divulgação das quedas recordes dos PIBs da Europa e dos Estados Unidos, como resultado da pandemia do novo coronavírus. Os mercados da China, no entanto, se animaram com dados que indicam recuperação da atividade manufatureira. 

Na quinta-feira, 30, o governo americano divulgou que o PIB dos EUA sofreu uma retração anualizada de 32,9% no segundo trimestre, a maior da histórica, diante dos efeitos da covid-19. Embora não tenha sido tão ruim quanto se esperava, o resultado realimentou temores sobre a perspectiva da economia global.

Já nesta sexta, chamou atenção a queda recorde de 12,1% do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro para o segundo trimestre - no pior resultado desde 1995, quando começou a série histórica.

Além disso, a propagação e o saldo de mortes do coronavírus pelo mundo continua inibindo o apetite por risco. Apenas os EUA acumulam mais de 150 mil óbitos causados pela doença.

Bolsas da Ásia

O índice acionário japonês Nikkei caiu 2,82% em Tóquio, pressionado por ações financeiras, enquanto o Hang Seng recuou 0,47% em Hong Kong, o sul-coreano Kospi se desvalorizou 0,78% em Seul e o Taiex registrou perda de 0,46% em Taiwan.

Na China continental, porém, as Bolsas ficaram no azul após dados mostrarem que o índice de gerentes de compras (PMI, pela sigla em inglês) do setor industrial chinês subiu de 50,9 em junho para 51,1 em julho, sugerindo que a manufatura da segunda maior economia do mundo está se expandindo em ritmo mais veloz do que se imaginava, após sofrer o violento choque da pandemia. O Xangai Composto subiu 0,71% nesta sexta, encerrando julho com valorização superior a 10%. Já o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,33%.

Na Oceania, a Bolsa australiana teve seu pior dia em cinco semanas, diante também do avanço do coronavírus no Estado de Victoria. O S&P/ASX 200 caiu 2,04% em Sydney.

Bolsas da Europa 

Segundo os dados, o PIB da França sofreu queda histórica de 13,8% no segundo trimestre ante o primeiro, mas menor do que se previa. Na Itália, o PIB caiu 12,4% no mesmo intervalo, enquanto a Espanha registrou o pior resultado, com sua economia encolhendo 18,5%. No velho continente, quedas generalizadas foram registradas. A Bolsa de Londres cedeu 1,54%, Paris recuou 1,43% e Frankfurt perdeu 0,54%. MilãoMadri e Lisboa tiveram perdas de 0,71%, 1,70% e 0,22% cada.

Bolsas de Nova York

As Bolsas de Nova York, que também operavam no negativo, conseguiram inverter os resultados no final do pregão, apoiadas principalmente pelos balanços positivos de algumas das gigantes de tecnologia, como AmazonApple e Facebook. Por lá, Dow Jones subiu 0,44%, S&P 500 subiu 0,77% e o Nasdaq ganhou 1,49%.

Petróleo 

A commodity teve um dia favorável, apoiada pela melhora do setor industrial da China. No entanto, preocupa o relatório do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), que apontou um recuo de 10,001 milhões de barris por dia em maio na produção de barris dos EUA. Entre janeiro e maio, a média é bem superior, de 12,037 milhões de barris, segundo o mesmo documento.

Com isso, o petróleo WTI para setembro, referência no mercado americano, registrou alta de 0,88%, a US$ 40,27 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), com queda semanal de 2,47%. Já o Brent para outubro, referência no mercado europeu, subiu hoje 0,62%, a US$ 43,52 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE)./COLABOROU MAIARA SANTIAGO, 

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