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Com bancos e virada em Wall St, Bovespa sobe 4,7%

A Bolsa de Valores de São Paulo terminou na parte de cima da gangorra que marcou os negócios desta quinta-feira, com impulso das ações de bancos. Após alternar alta e queda durante a maior parte do dia, preso ao vaivém de Wall Street, o Ibovespa acompanhou um rali na última hora, fechando com avanço de 4,71 por cento, a 35.993 pontos. Mas o giro financeiro de apenas 3,98 bilhões de reais tirou parte do brilho do movimento. Na véspera, com volume de 5 bilhões de reais no pregão, o Ibovespa desabara quase 8 por cento. Para profissionais do mercado, embora a tendência da bolsa paulista fosse claramente de recuperação, esse movimento foi contido pelas bolsas nova-iorquinas em parte do dia. Nos Estados Unidos, o noticiário corporativo desanimou de novo. O Goldman Sachs suspendeu a classificação da General Motors e a Intel informou corte na receita de 14 por cento, devido à fraca demanda por todo o mercado. Durante a sessão, o Dow Jones chegou a cair abaixo dos 8 mil pontos, enquanto o S&P 500 encontrava novas mínimas desde 2003. No final, reverteram para decolar mais de 6 por cento. "De certa forma, estamos reféns do movimento lá fora", disse Edison Roberto Marcellino, diretor de renda variável da corretora Finabank. Com a prevalência do fôlego externo, as ações de bancos domésticos, que vinham com força desde a manhã após o anúncio de mais medidas do Banco Central para dar liquidez ao sistema financeiro, ampliaram a disparada. Unibanco saltou 10,9 por cento, para 14,40 reais. Bradesco subiu 9,2 por cento, a 23,75 reais, seguido por Itaú, com avanço de 9,18 por cento, valendo 26,16 reais. Mais atrás, Banco do Brasil, que reportou alta de 36,9 por cento no lucro líquido do terceiro trimestre, teve expansão de 6,9 por cento, para 14,10 reais. Ações das empresas de telecomunicações Brasil Telecom e Oi também foram destaque positivo, com alta de 10,4 por cento, a 12,21 reais, e de 9,1 por cento, a 28,60 reais, respectivamente. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, encaminhou na quarta-feira ao Planalto a proposta de novo Plano Geral de Outorgas (PGO), que poderá pavimentar o caminho para a fusão das duas operadoras. No final da tarde, o movimento positivo ganhou a companhia das ações de empresas ligadas a matérias-primas. Sob patrocínio da alta do barril do petróleo para perto de 60 dólares, Petrobras, que na quarta-feira havia desabado 13 por cento, subiu 2,3 por cento, para 21,10 reais. (Edição de Daniela Machado)

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