Com cautela por Europa, Bovespa encerra com leve alta

A Bovespa teve um pregão morno nesta segunda-feira e, apesar da queda verificada no início dos negócios, seu principal índice terminou o dia com leve alta, com a apreensão com a crise da dívida na Espanha minimizando o otimismo inicial com a vitória dos partidos pró-resgate nas eleições gregas no domingo.

DANIELLE ASSALVE, REUTERS

18 de junho de 2012 | 18h44

O Ibovespa subiu 0,16 por cento, a 56.195 pontos, no maior patamar de fechamento das últimas quatro semanas. O giro financeiro foi de 11,6 bilhões de reais, inflado pelo exercício de opções sobre ações na sessão.

"O mercado ficou sem assumir tendência clara hoje, foi um pregão morno. Com a questão grega praticamente dada, os investidores agora esperam o G20 e especialmente o Fed (banco central norte-americano), com grande expectativa de que venha alguma medida de estímulo econômico", disse o analista William Alves, na XP Investimentos.

Os partidos gregos que apoiam o resgate internacional ao país alcançaram acordo para formar um governo de coalização na terça-feira, disse à Reuters nesta segunda-feira uma autoridade sênior do partido conservador Nova Democracia, legenda que venceu por margem apertada a eleição no domingo.

Já os líderes do G20 pressionaram a Europa a fazer o que for necessário para combater a crise da dívida da região e colocar fim ao círculo vicioso entre seus bancos e as finanças estatais.

Pela manhã, a notícia de que os rendimentos dos títulos espanhóis de 10 anos atingiram nova máxima desde que o euro foi implantado, acima de 7 por cento, reforçou a percepção de que a crise na região ainda está longe do fim e acentuou o clima de cautela entre investidores.

Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em queda de 0,2 por cento. Mais cedo, o principal índice de ações europeias terminou os negócios com variação positiva de 0,04 por cento.

Na bolsa paulista, a preferencial da Vale subiu 0,81 por cento, a 38,71 reais, e a da Petrobras teve alta de 1,89 por cento, a 18,90 reais. OGX terminou a sessão estável, a 9,98 reais.

A maior alta do pregão ficou com a ação da TAM, que subiu 6,82 por cento, a 47,00 reais. O novo leilão para troca de ações da área brasileira com a chilena LAN deve ocorrer na próxima sexta-feira (22).

Redecard avançou 5,24 por cento, a 33,36 reais, após o laudo de avaliação feito pelo Credit Suisse ter apurado valor econômico entre 34,66 reais e 38,12 reais para o papel, no âmbito da oferta pública de ações (OPA) da companhia, pelo Itaú Unibanco.

Em relatório, o Deutsche Bank afirmou que a nova avaliação valida a oferta feita inicialmente pelo Itaú Unibanco, de 35 reais por ação, e deixa os minoritários com pouca opção a não ser aceitar a proposta. A expectativa dos analistas é que o negócio seja concluído entre agosto e setembro.

Em sentido oposto, a BM&FBovespa fechou em queda de 3,07 por cento, a 10,41 reais. Segundo estudo divulgado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta segunda-feira, há espaço para a entrada de concorrentes no mercado de bolsa de valores no Brasil, mas isso depende de mudanças regulatórias e não é certo que haja benefícios claros.

A preferencial da Usiminas recuou 5,5 por cento, a 7,04 reais. Segundo operadores, investidores reagiam a notícia publicada no jornal Valor Econômico de que a companhia deve fazer oferta de ações para aumentar capital, diante de pesados investimentos em mineração em momento de fraca geração de caixa.

(Por Danielle Assalve)

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