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Com cenário eleitoral, dólar fecha em alta após três quedas seguidas

Pesquisa Ibope divulgada ontem trouxe um movimento de realização de lucros no mercado de câmbio à vista

Claudia Violante, Agência Estado

23 de julho de 2014 | 17h06

A pesquisa Ibope, divulgada na noite de ontem, trouxe um movimento de realização de lucros no dólar, que terminou em alta nesta quarta-feira, 23.

O levantamento não ratificou as expectativas dos agentes depois de Datafolha e Sensus, na semana passada, mostrando que a presidente Dilma Rousseff venceria o tucano Aécio Neves num eventual segundo turno, embora esta pesquisa tenha mostrado que ele pode nem ocorrer, já que Dilma detém hoje 38% das intenções de voto, ante 37% da soma de seus adversários. Nos levantamentos Datafolha e Sensus, foi apurado um empate técnico entre Dilma e Aécio no segundo turno.

Assim, o dólar acabou subindo após três quedas consecutivas, 0,41%, a R$ 2,2200, depois de tocar a mínima de R$ 2,2160 e a máxima de R$ 2,2230. O giro financeiro totalizou R$ 764,7 milhões, sendo R$ 642,3 milhões em D+2. No mercado futuro, o dólar para agosto avançava 0,2%, para R$ 2,2240.

No começo da tarde, a moeda chegou a acelerar um pouco seus ganhos ante o real, mas a avaliação de um profissional ouvido pelo Broadcast foi de que as oscilações ocorreram em margens estreitas, com o viés de alta sustentado pelos números do Ibope. Nem os dados do fluxo cambial semanal, tampouco a captação anunciada pelo Tesouro em bônus com vencimento em 2045, fizeram preço nas cotações.

No caso do fluxo, a entrada de dólares no País superou a saída na terceira semana de julho em US$ 1,387 bilhão. Na semana anterior, entre 7 e 11 de julho, o saldo havia sido negativo em US$ 3,819 bilhões. No mês até o dia 18, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 4,039 bilhões e, no ano até o mesmo dia, o resultado é positivo em US$ 108 milhões.

Sobre a captação, a expectativa é de que a operação seja fechada hoje e, segundo fontes, a demanda já teria superado US$ 4,5 bilhões. Se o yield realmente ficar abaixo de 5,20%, conforme esperado, será a segunda taxa mais baixa negociada em uma emissão externa para um papel com prazo de 30 anos. E isso pode levar empresas a voltarem ao mercado de bônus e influenciar o mercado cambial, puxando o dólar doméstico para baixo, futuramente.

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