FOTO:WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO
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Bolsa tem dia de volatilidade e fecha com ganho de 0,6%

Ibovespa chegou a marcar forte alta pela manhã, mas perdeu fôlego e terminou aos 86,4 mil pontos; com atuação do Banco Central, dólar acabou o dia a R$ 3,91

Paula Dias, O Estado de S.Paulo

11 Dezembro 2018 | 11h51
Atualizado 11 Dezembro 2018 | 18h35

A volatilidade continuou presente nos mercados internacionais e impediu a recuperação mais consistente do Ibovespa. O indicador de ações brasileiro chegou a subir 1,87% na manhã desta terça-feira, 11, embalado pela melhora da percepção do investidor em relação à tensão comercial entre Estados Unidos e China. À tarde, no entanto, perdeu fôlego a reboque das bolsas de Nova York, alternou tendências e terminou o dia com alta moderada, de 0,59%, aos 86.419,57 pontos. Os negócios somaram R$ 12,9 bilhões, novamente abaixo da média de dezembro.

No mercado de câmbio, o dólar à vista chegou a renovar máximas, mas praticamente não saiu do campo negativo, sob influência ainda dos leilões de linha realizados pelo Banco Central no total de US$ 1 bilhão. Com isso, a moeda dos EUA quebrou a sequência de cinco altas sobre o real, fechando em baixa de 0,22%, a R$ 3,9138.

O Ibovespa havia caído 2,50% na segunda-feira, sob influência dos ânimos externos, com temores de desaceleração da economia chinesa e ao adiamento da votação do Brexit, além da forte queda das commodities. Nesta terça-feira, a sinalização de entendimento entre Estados Unidos e China, feita por Donald Trump alimentou o apetite por risco, mas não afastou a instabilidade nos negócios.

Depois de uma abertura bastante positiva, as bolsas americanas perderam fôlego gradativamente e tiveram seus piores momentos à tarde, quando o presidente dos EUA ameaçou paralisar o governo caso o financiamento para a construção de um muro na fronteira com o México não seja contemplado no projeto orçamentário do atual ano fiscal. Com as bolsas americanas virando para o negativo, a recuperação do Ibovespa foi colocada em risco e o índice chegou a cair 0,39%. Somente na última hora de negociação que o sinal positivo voltou a se evidenciar.

"Se considerássemos somente o cenário doméstico, a tendência é de a bolsa andar 'de lado' até o final do mês, com um viés positivo. Mas o cenário internacional tem adicionado alta volatilidade aos negócios por aqui, onde tudo o que era relevante, como a cessão onerosa, ficou para 2019", disse Eduardo Guimarães, especialista em ações da Levante Ideias de Investimentos.

A alta do final do dia foi garantida principalmente pelas ações do setor financeiro e elétrico - este último influenciado pela perspectiva positiva com privatizações, um dia depois do leilão da distribuidora Amazonas Energia, pertencente à Eletrobras. As ações da Eletrobras terminaram o dia com ganhos expressivos, de 3,91% (ON) e 3,28% (PNB)

Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, a maior alta ficou com Gol PN, que disparou 13,04% como reflexo do pedido de recuperação judicial da Avianca. Smiles ON subiu 3,55%. Fora do Ibovespa, Azul PN avançou 6,51%. Entre as baixas do dia, destaque para os papéis da Petrobras, que tiveram perdas moderadas (ambas de 0,64%), mesmo em dia de alta dos preços do petróleo.

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