Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Com commodities, Bovespa tem 2ª maior queda do mês

Bolsa de SP fecha em queda de 3,29%, puxada também por temores de desaceleração da economia mundial

Claudia Violante, da Agência Estado,

11 de agosto de 2008 | 17h33

O sábado e o domingo serviram apenas como uma pausa para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) dar continuidade nesta segunda-feira, 11, ao que já vinha fazendo nos dois últimos pregões da semana passada: cair. As razões para isso, pelo menos, se mantiveram: petróleo e metais em queda, além dos temores de desaceleração econômica. Nesta segunda, até mesmo a queda da bolsa chinesa foi usada de justificativa para as ordens de vendas que, no pregão paulista, foram patrocinadas principalmente por estrangeiros.  Veja também:Dólar segue mercado externo e fecha em alta pela 6ª vez O Ibovespa terminou a segunda-feira em queda de 3,29%, a segunda maior do mês, atrás apenas do dia 4 (-3,51%), e a terceira no patamar de 3% (no dia 1º, o índice havia recuado 3,15%). Em pontos, a Bovespa registrou 54.720,2 pontos, voltando a situar-se no menor patamar desde 23 de janeiro (54.234,8 pontos). O índice oscilou entre a mínima de 54.569 pontos (-3,56%) e a máxima de 56.974 pontos (+0,69%). No mês, acumula perdas de 8,04% e, no ano, de 14,35%. O volume financeiro totalizou R$ 4,885 bilhões (preliminar).  O petróleo até abriu a semana em alta, por causa do conflito entre Geórgia e Rússia, por causa do território separatista Ossétia do Sul. A Geórgia, onde está a região, é um importante corredor para a indústria de petróleo e gás, ligando a região do Mar Cáspio aos mercados mundiais, e isso pressionou os preços pela manhã.  À tarde, no entanto, os temores de demanda menor voltaram a rondar os negócios e o contrato para setembro fechou em baixa de 0,65%, a US$ 114,45 na Nymex. Os metais também recuaram e, com isso, as bolsas norte-americanas acabaram sustentando-se em elevação. O Dow Jones terminou em alta de 0,41%, aos 11.782,4 pontos, o S&P avançou 0,69%, para 1.305,31 pontos, e a Nasdaq teve alta de 1,07%, para 2.439,95 pontos. O preço em baixa destas commodities, antídoto para Wall Street, é como veneno à Bovespa. Vale tombou mais de 4% e Petrobras só caiu a metade disso porque muitos investidores seguraram papéis à espera do balanço do segundo trimestre, que sai ainda hoje. A expectativa é de que a estatal lucre R$ 7,9 bilhões. As siderúrgicas, os bancos e o setor elétrico também pesaram. Apenas quatro ações do Ibovespa subiram. Os investidores estrangeiros continuaram deixando o mercado acionário local, também com a justificativa de que o aumento do saldo comercial chinês, anunciado nesta segunda, pode ser um indício de enfraquecimento da economia daquele país. Esse temor ainda existe para o terceiro trimestre, quando as medidas do governo para diminuir a poluição do país para as Olimpíadas passaram por restrições na produção e no transporte.  Depois do tombo desta segunda - e após o conhecimento dos números da Petrobras - a Bovespa pode esboçar nesta terça uma recuperação, também já iniciando o movimento de vencimento de opções sobre Ibovespa e Ibovespa futuro na quarta-feira.

Tudo o que sabemos sobre:
BovespaMercado FinanceiroCommodities

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.