Com consumo em alta, indústria reduz férias coletivas

Depois do festival de férias coletivas no fim do ano passado por causa da crise de crédito que afetou as vendas, a indústria, especialmente de eletroeletrônicos e veículos, vai trabalhar mais horas entre o Natal e o Ano Novo para atender a forte demanda neste ano. Entre o setor automotivo, de máquinas agrícolas e de eletroeletrônicos da Zona Franca de Manaus (AM), cerca de 160 mil trabalhadores terão férias coletivas reduzidas neste fim de ano. Há fabricantes de autopeças e de televisores que até suspenderam as tradicionais folgas de dezembro.

MÁRCIA DE CHIARA E CLEIDE SILVA, Agencia Estado

17 de novembro de 2009 | 09h23

"Hoje parte da indústria de eletroeletrônicos de Manaus trabalha em três turnos para dar conta das encomendas", diz o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Estado do Amazonas, Valdemir Santana. No fim do ano passado, houve demissões de metalúrgicos na Zona Franca e as férias coletivas duraram 30 dias. Neste ano, no entanto, além de terem sido contratados 8 mil trabalhadores temporários, os 40 mil metalúrgicos do polo eletroeletrônico vão ter dez dias a menos de férias, afirma o sindicalista.

A LG suspendeu as férias coletivas de cerca de 2,1 mil funcionários da fábrica de Manaus, que produz televisores, aparelhos de áudio, vídeo e condicionadores de ar. Já a concorrente Philips decidiu cortar cinco dias, de 30 para 25, das férias coletivas de fim de ano de 2.184 funcionários de Manaus, que trabalham em dois turnos. Desde setembro a empresa colocou mais 800 trabalhadores na linha de produção.

Entusiasmada com os pedidos das montadoras, a Honeywell, que produz turbos para motores de picapes, caminhões, tratores e ônibus, suspendeu as férias coletivas de 120 trabalhadores da fábrica de Guarulhos (SP) neste fim de ano. "Só vamos parar na véspera e no dia de Natal e na véspera e no dia de Ano Novo", diz o diretor geral da empresa, José Rubens Vicari. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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