Adriano Machado/Reuters
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Com coronavírus, dificilmente crescimento vai chegar a 2% este ano, diz Bolsonaro

Presidente afirma que se vai se reunir nesta segunda com Guedes para buscar soluções em relação à economia considerando a situação do coronavírus no País

Daniel Weterman e Emilly Behnke, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2020 | 12h04

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 16, que o crescimento do Brasil não deve chegar aos 2% em 2020. Segundo ele, a epidemia do novo coronavírus preocupa bastante. Na última semana, o Ministério da Economia revisou as estimativas de crescimento para 2020, que passou de alta de 2,4% no PIB para nova previsão de 2,1%.

Diante do avanço do novo coronavírus, os analistas do mercado financeiro reduziram novamente a estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, que passou de 1,99% para 1,68% de alta. Essa foi a quinta queda consecutiva no indicador.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Bolsonaro destacou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem “100% do seu apoio”. “Imprensa mentirosa. Nunca falei que Guedes tem prazo de validade ou que tem que resolver situação até tal hora”, afirmou em referência a demora para a entrega das reformas tributária e administrativa, ainda não enviadas pelo governo.

Bolsonaro informou que se reunirá nesta segunda com Guedes para buscar soluções em relação à economia considerando a situação do coronavírus no País. O presidente disse ainda que não interfere nas decisões de Guedes, mas faz ressalvas em relação ao aspecto político das medidas do ministro.

“O que eu interfiro, reservadamente, na política econômica é o viés político [das decisões]”, disse Bolsonaro.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, o governo vê necessidade de ampliar recursos para o Bolsa Família num momento de maior fragilidade das camadas mais pobres da população. De outro lado, a área econômica avalia suspender pagamentos da contribuição sobre a folha de salários para evitar que empresas comecem a demitir funcionários diante da queda na demanda e no faturamento.

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