Dida Sampaio/Estadão
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Com coronavírus, vendas no varejo caem 5,4% em março na comparação com fevereiro, aponta Cielo

O único bloco que mantém variação positiva no mês é o de bens não duráveis, incluindo comida e medicamentos

Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2020 | 19h27

BRASÍLIA - Como efeito do coronavírus na economia, as vendas do varejo caíram 5,4% em março em comparação com fevereiro, levando-se em conta apenas os primeiros 19 dias dos dois meses. Segundo levantamento feito em todo o País pela Cielo, maior credenciadora de cartões do País, as quedas têm sido sucessivas, com o quadro piorando semana a semana. Na primeira semana, a queda foi de 3,8%. Na segunda, de 5,3%. Na terceira, até ontem, de 8,1%, com tendência, portanto, de bater rapidamente em 10%.

O bloco que mais puxa as vendas para baixo é o de serviços, que despencou 25,5% no mês principalmente porque aí se inclui um dos setores mais drasticamente afetados não apenas no Brasil, mas no mundo: o turismo. Em segundo lugar vem o bloco de bens duráveis, de móveis e eletrodomésticos, por exemplo, que registra queda de 8,3% no mês, com destaque negativo para o setor de vestuário, segundo o levantamento da Cielo.

O único bloco que mantém variação positiva no mês é o de bens não duráveis, incluindo aí comida e medicamentos. E foram justamente os supermercados e farmácias, que estão entre os pouquíssimos estabelecimentos abertos em boa parte dos Estados, que seguraram o desempenho positivo do bloco em 9,8%.

Mesmo nesse bloco, que teve resultado positivo, houve uma desaceleração do crescimento. A hipótese razoável, segundo os responsáveis pelo trabalho, é de que ou as pessoas estão saindo menos para comprar mesmo comida e remédios, ou já fizeram o estoque que consideram suficiente e se consideram abastecidas para enfrentar o pior da crise do coronavírus, que ainda está por vir.

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