Com corte de juros dos EUA, bolsas asiáticas fecham em alta

Bolsa de Japão fecha em alta de 2,03%, após ter registrado queda de 5,7% no pregão anterior

Agências internacionais,

23 de janeiro de 2008 | 06h28

As bolsas da Ásia e da Oceania se recuperaram nesta quarta-feira, 23, após o Federal Reserve (BC dos EUA) anunciar um corte na taxa de juros do país. O Banco americano reduziu a taxa básica de juros de 4,25% para 3,50% ao ano. O corte de 0,75 ponto porcentual foi o maior desde 1982, de acordo com a agência Dow Jones Newswires. Veja também:Com Petrobras e juro menor nos EUA, Bolsa sobe 4,45%Fed anuncia corte emergencial em juro dos EUA, para 3,5%Íntegra do comunicado do Fed (em inglês)A taxa de juros dos EUA Entenda a crise nos Estados Unidos  A Bolsa de Tóquio fechou em alta. O índice Nikkei chegou ao fim do pregão em alta de de 256,01 pontos (2,03%), aos 12.829,06. Ele chegou a cair 5,7% na terça-feira - a maior queda registrada nos últimos 10 anos - com o medo da recessão nos EUA. Já o índice Topix, que reúne todos os valores da primeira seção, subiu 29,98 pontos (2,45%), para 1.249,93. O índice Kospi da Bolsa de Seul também encerrou o pregão em alta de 19,40 pontos (1,21%), para 1.628,42. A queda de terça-feira foi de 4,4% e 3% na segunda-feira. O índice de valores tecnológicos Kosdaq subiu 5,18 pontos (0,84%), aos 619,98. Abertura das bolsas Já na abertura do pregão, as bolsas da Ásia e da Oceania mostravam que a decisão do Fed iria resultar em recuperação das perdas dos últimos dias. O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio abriu com uma alta de 3,42%, que alcançava 13.003,61. A Bolsa de Seul também começou o pregão operando em alta de 3,1%. O índice Kospi chegou a ganhar 2,7%, 1.652,39 em apenas 30 minutos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng operava nos primeiros minutos do pregão em alta de 1.601,57 pontos (7,36%), aos 23.359,2. O índice composto JCI da Bolsa de Jacarta abriu em alta de 108,38 pontos (4,72%), aos 2.402,90. A Bolsa de Cingapura começou o pregão em alta de 3,68%. Bangcoc e Kuala Lumpur também reagiram bem ao anúncio do corte nos juros americanos, operando em alta, respectivamente, de 2,41% e 2,06%. Já a reação da bolsa de Manila foi mais tímida, abriu o pregão em alta de 0,05%. O mercado financeiro indiano também se recuperou na abertura, revertendo as perdas dos últimos dois dias, operando com alta de 4,6%. O índice Sensex foi dos 774 pontos para 17.504 no começo das transações.  Na Austrália, o índice S&P/ASX 200 apresentou uma alta de 262,8 pontos, ou 5,1%, por volta do meio-dia desta quarta-feira. O mercado australiano amargou seu pior dia nesta terça-feira, quando caiu 7,1%. Os mercados da Nova Zelândia também acenaram com um resultado positivo, após 14 dias consecutivos de queda. No meio da tarde desta quarta-feira, o índice NZX-50 operava em alta de 0,9% a 3.638,54. Corte de juros Além do tamanho, os analistas ficaram surpresos com o fato de a ação do Fed ter ocorrido fora do calendário ordinário de reuniões. O último encontro foi realizado em 11 de dezembro e o próximo está agendado para terça e quarta-feira da semana que vem. O Fed não apelava para decisões extraordinárias desde a semana de 11 de setembro de 2001, quando o mercado sucumbia aos atentados ao World Trade Center.  A decisão de terça-feira, 22, foi bem recebida pelos investidores e, ao menos momentaneamente, interrompeu o clima de pânico que se havia instalado nas bolsas na segunda-feira. O Índice Dow Jones caiu 1,06% e a bolsa eletrônica Nasdaq, 2,04%. O mercado americano não operou segunda-feira em razão do dia de Martin Luther King. Portanto, não acompanhou o resto do mundo nas perdas. A melhora de humor ficou mais clara nas bolsas da Europa e da América Latina. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) teve alta de 4,45%. O Índice IPC da Bolsa do México disparou 6,36%. O Índice FTSE-100, da Bolsa de Londres,avançou 2,90% e o CAC-40, da Bolsa de Paris, 2,07%.  O Fed informou que tomou a decisão "tendo em vista a perspectiva de enfraquecimento econômico e aumento dos riscos para o crescimento". "O comitê (do Fed) continuará a monitorar os efeitos do desenvolvimento financeiro e outros desdobramentos em relação às projeções econômicas e agirá da maneira que for necessária para enfrentar esses riscos."

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