Com CPMF, economistas do governo previram PIB de 5,2%

Economistas do governo defendem que CPMF é o melhor termômetro para prever o crescimento da economia

Adriana Fernandes, da Agência Estado,

12 de dezembro de 2007 | 19h28

A informação divulgada nesta quarta-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 5,2% em 12 meses até o terceiro trimestre deste ano não surpreendeu um grupo de três economistas do Ministério da Fazenda. Há dois meses, eles divulgaram um estudo feito com base na arrecadação na Contribuição Provisória sobre Movimentação Provisória (CPMF) que apontava exatamente esse valor para o crescimento do PIB no período. O resultado do levantamento foi divulgado pela Agência Estado.   Veja também:    Entenda o que é a CPMF   Aécio fala com Lula e pressiona tucanos por CPMF  Tucanos decidem votar em peso contra a CPMF  Lula não desiste do PSDB e fará nova proposta por CPMF  Sem acordo sobre CPMF, governo busca salvar DRU  Governo propõe destinar toda a CPMF para a Saúde   Ao fazer o estudo, os economistas queriam comprovar uma tese: A CPMF tinha se tornado o melhor termômetro para prever o crescimento da economia brasileira. "O resultado do PIB mostrou que a CPMF é um importante indicador coincidente do PIB e que ninguém estava enxergando (isso)", diz Marcelo Fiche, assessor especial do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e um dos autores do estudo, ao lado dos economistas Waldery Rodrigues Júnior e Bruno Zanotto Vigna, técnicos da Secretaria de Política Econômica.   Os estudos foram baseados em cálculos econométricos (realizados com modelos matemáticos). Com o resultado favorável do estudo, os três economistas estão agora "rodando o modelo" para prever o crescimento do PIB no final do ano.   Segundo Fiche, a CPMF é extremamente útil para prever o PIB, porque é um tributo universal - que alcança todas os contribuintes de economia formal e informal. "Quando iniciamos o estudo, sabíamos por intuição que a CPMF seria um bom indicador", ressalta Fiche. A idéia inicial era usar a arrecadação da contribuição como indicador do consumo das famílias, o que não se revelou eficiente.   Na avaliação do economista, a CPMF pode ser uma ferramenta adicional para os formuladores de política econômica e para aperfeiçoar os modelos de projeção de crescimento do PIB. Fiche ressalta que o trabalho é acadêmico e não reflete posição oficial do Ministério da Fazenda. O estudo não conseguiu acertar nas suas previsões o crescimento do PIB no terceiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2006. Enquanto o IBGE calculou o crescimento no período em 5,7%, o estudo previu 6,3%.

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