Lindsey Wasson/ Reuters
Lindsey Wasson/ Reuters

Com crise do 737 MAX, Boeing tem pior resultado em duas décadas

Custos totais relacionados à crise do avião devem chegar a US$ 18,6 bilhões

Redação, O Estado de S. Paulo

29 de janeiro de 2020 | 11h28

Atravessando a pior crise de sua história - após dois de seus aviões caírem matando 346 pessoas -, a Boeing encerrou 2019 com um prejuízo de US$ 636 milhões, revertendo o lucro de US$ 10,5 bilhões registrado no ano anterior. O resultado é o pior da fabricante de aviões americana em duas décadas, segundo a agência de notícias Dow Jones.

Em comunicado, o presidente da Boeing, David Calhoun, reconheceu que a empresa tem "muito trabalho a fazer". "Estamos focados em desenvolver o 737 MAX com segurança e restaurar a confiança de longa data que a marca Boeing construiu com seu público. Estamos comprometidos com transparência e excelência em tudo que fazemos. Segurança está por trás de todas as decisões, ações e passos que damos conforme avançamos. Felizmente, a força do nosso portfólio garante liquidez para seguirmos um processo disciplinado de recuperação", afirmou Calhoun, que assumiu o cargo no fim de dezembro.

Com o impacto da crise do 737-MAX, a empresa entregou apenas 380 aviões comerciais no ano passado. Em 2018, haviam sido 806.A consequência disso foi uma queda de 44% na receita da divisão comercial, que passou de US$ 57,5 bilhões, em 2018, para US$ 32,3 bilhões, no ano passado.

Ainda segundo a Dow Jones, a Boeing provisionou US$ 9,2 bilhões para custos associados à crise do 737-MAX e para a compensação de clientes que utilizavam o avião. Os custos financeiros totais ligados ao problema devem chegar a US$ 18,6 bilhões.

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