Com crise, EUA reduzirá venda de carros novos em 1 mi

A crise financeira nos Estados Unidos deverá reduzir em um milhão de unidades as vendas de carros novos naquele país, segundo estimativa do diretor internacional da Associação Nacional de Concessionárias de Automóveis (NADA, na sigla em inglês) Alberto Gallegos. A NADA reúne cerca de 20 mil concessionárias associadas nos EUA.Gallegos, que participa hoje como palestrante de evento do Instituto das Concessionárias do Brasil, que reúne gestores das área de Recursos Humanos e executivos de concessionárias no Rio, aconselha os revendedores brasileiros de automóveis a aumentar a rentabilidade com automóveis usados, que são uma boa alternativa de lucro num cenário de maior competitividade. Nesse segmento, "os revendedores têm que mirar todos os negócios: pós-venda, usados e novos", sugere. Ele argumenta que os usados não podem ser controlados pelas montadoras, o que aumenta a margem de quem revende. "Há oportunidades nessa área", avalia.Nos Estados Unidos, segundo Gallegos, são vendidos cerca de 40 milhões de automóveis usados a cada ano e esse número deverá se manter este ano. A maior parte dos usados têm até 10 anos de fabricação. No caso dos veículos novos, porém, deverá ocorrer uma queda de 16 milhões de unidades no ano passado para 15 milhões em 2008. Ele explica que 80% dos automóveis novos vendidos nos Estados Unidos são financiados em prazos que são, em média, de 60 meses. Segundo ele, o recuo nas vendas naquele país deverá ocorrer porque tanto os credores quanto os consumidores estão muito cautelosos no momento.Segundo Gallegos, o Brasil mostra hoje um potencial muito grande de crescimento na venda de automóveis e há interesse de montadoras da China e da Índia de revenderem seus veículos no País. "O mercado brasileiro está crescendo e tem potencial importante", afirmou Gallegos. Para o diretor da NADA, num cenário de crescimento e acirramento da concorrência, é preciso aumentar a competência em todos os sentidos. "Com os usados a rentabilidade pode crescer em um ambiente muito competitivo", disse.

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