Franck Robichon/EFE/EPA
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Com dados econômicos positivos, mercados internacionais têm manhã de alta

Em testemunho no Congresso americano, o presidente do Fed renovou compromisso de usar todos os instrumentos necessários para superar a crise provocada pela covid-19

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2020 | 07h30

As Bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, 23, seguindo o tom positivo de Wall Street, em especial de papéis de tecnologia. e após comentários encorajadores de autoridades dos Estados Unidos

Em testemunho no Congresso americano, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, renovou na terça-feira, 22, compromisso de usar todos os instrumentos necessários para superar a crise provocada pela covid-19. Já o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, reiterou que a Casa Branca está em busca de um acordo no Legislativo para um novo pacote fiscal. 

Bolsas da Ásia 

Na China continental, o índice Xangai Composto subiu 0,17%, a 3.279,71 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,83%, a 2.202,18 pontos.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng teve leve valorização de 0,11% em Hong Kong, a 23.742,51 pontos, e o sul-coreano Kospi apresentou ganho marginal de 0,03% em Seul, a 2.333,24 pontos.

Já o Nikkei encerrou o pregão em Tóquio em ligeira baixa de 0,06%, a 23.346,49 pontos. Nos dois últimos dias, a Bolsa japonesa não havia operado devido a feriados nacionais. Nesse período, os mercados asiáticos acumularam perdas. Também ficou no vermelho o Taiex, que caiu 0,49% em Taiwan, a 12.583,88 pontos.

Na Oceania, a Bolsa australiana teve seu melhor dia desde junho, impulsionada principalmente por ações do setor industrial. O S&P/ASX avançou 2,42% em Sydney, a 5.923,90 pontos, interrompendo uma sequência de quatro sessões negativas. 

Bolsas da Europa 

As Bolsas europeias operam em alta significativa nesta quarta-feira, 23, à medida que investidores se apegam aos aspectos positivos dos últimos indicadores locais, em especial os de manufatura, e temporariamente deixam preocupações com a segunda onda de covid-19 no continente em segundo plano.

Índices de gerentes de compras (PMIs) preliminares divulgados ao longo da madrugada sinalizam que o setor manufatureiro europeu mostra resiliência em meio à crise do coronavírus, ao contrário do que acontece no segmento de serviços.

Na zona do euro, o PMI industrial subiu de 51,7 em agosto para 53,7 em setembro, atingindo o maior nível em 25 meses, e superando de longe a previsão de analistas, de 51,9. O mesmo ocorreu com o PMI industrial alemão, que foi de 52,2 para 56,6 de um mês para o outro, ficando também bem acima do consenso de 52,6. Já os PMIs de serviços do bloco e da Alemanha sofreram quedas abaixo da marca de 50 em setembro, indicando que o setor voltou a se contrair.

No Reino Unido, tanto o PMI industrial quanto o de serviços caíram neste mês, mas o primeiro superou as expectativas e se manteve acima de 50, em 54,3.

Outros indicadores europeus também trouxeram algum alento. Na Alemanha, o índice de confiança do consumidor subiu marginalmente de setembro para outubro, de -1,7 para -1,6 ponto, segundo projeção do instituto alemão GfK que indica estabilidade do sentimento. O Produto Interno Bruto (PIB) da Espanha, por sua vez, sofreu uma violenta queda de 17,8% no segundo trimestre ante o primeiro, mas não tão agressiva quanto o tombo de 18,5% inicialmente calculado, de acordo com revisão.

Ainda que o bom humor predomine nos negócios da Europa, a disseminação do novo coronavírus não sai do radar. As mortes pela doença no continente aumentaram 27% no continente em uma semana, alcançando 4.129 na segunda-feira, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nas próximas horas, participantes dos mercados europeus ficarão atentos a PMIs dos EUA e a pronunciamentos do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, e de outros dirigentes da instituição. 

Às 7h38 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 2,26%, a de Frankfurt avançava 1,62% e a de Paris se valorizava 1,81%. Já as de Milão, Madri e Lisboa tinham ganhos de 1,40%, 1,75% e 0,31%, respectivamente. No câmbio, o euro caía levemente, a US$ 1,1709, e a libra se enfraquecia a US$ 1,2733, de US$ 1,2741 ontem.

Petróleo 

Os contratos futuros do petróleo operam em baixa na madrugada desta quarta-feira, revertendo parte dos ganhos da sessão anterior, após o American Petroleum Institute (API) estimar no fim da tarde de ontem que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA teve aumento de 691 mil barris na última semana. Mais tarde, investidores vão acompanhar o levantamento oficial sobre estoques americanos, elaborado pelo DoE. Às 5h29 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para novembro caía 0,33% na Nymex, a US$ 39,67, enquanto o do Brent para o mesmo mês recuava 0,19% na ICE, a US$ 41,64. 

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