Filipe Araujo
Filipe Araujo

Com desaceleração no preço dos alimentos, prévia da inflação sobe 0,45% em agosto

Inflação medida pelo IPCA-15 acumula aumento de 5,66% no ano; apesar da alta menor, alimentos respondem por quase metade do índice de agosto

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2016 | 09h29

RIO - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,45% em agosto, após subir 0,54% em julho. O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, que esperavam inflação entre 0,37% e 0,55%, com mediana de 0,46%. Com o resultado anunciado, o IPCA-15 acumula aumento de 5,66% no ano. A taxa acumulada em 12 meses até agosto foi de 8,95%. 

Os preços dos alimentos subiram menos em agosto, mas ainda exerceram a maior pressão sobre a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15). A alta no grupo Alimentação e bebidas saiu de 1,45% em julho para 0,78% em agosto. Ainda assim, os alimentos foram responsáveis por 44% da inflação deste mês, o equivalente a 0,20 ponto porcentual da taxa de 0,45% registrada pelo IPCA-15 de agosto, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os maiores aumentos no grupo foram registrados nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte (1,31%), Rio de Janeiro (1,15%) e Fortaleza (1,10%), enquanto que a alta menos acentuada foi na região metropolitana do Recife (0,32%). O feijão-carioca, espécie mais consumida no País, desacelerou a alta de 58,06% em julho para 4,74% em agosto. Entre os itens que ficaram mais baratos em agosto estão a cebola (-22,81%), a batata-inglesa (-18,00%) e as hortaliças (-9,01%).

Além dos alimentos (0,78%), outros três grupos de produtos e serviços apresentaram desaceleração na taxa de crescimento em relação ao mês de julho: Vestuário (-0,13%), Habitação (-0,02%) e Transportes (0,10%).

A tarifa de energia elétrica recuou 1,87% em agosto. O item ajudou a reduzir em 0,02% as despesas das famílias com habitação no mês. A conta de luz ficou mais barata graças aos cortes registrados nas regiões metropolitanas de Curitiba (com queda de 4,76%, devido à redução de 13,83% nas tarifas que passou a vigorar em 24 de junho), São Paulo (-3,94%, proveniente de um corte de 7,30% nas tarifas a partir de 4 de julho, em uma das concessionárias) e Porto Alegre (-0,34%, como consequência da redução de 7,50% em vigor desde 19 de junho, também em uma das concessionárias).

O desempenho da energia elétrica foi influenciado ainda pela redução nas alíquotas do PIS/COFINS em seis das 11 regiões pesquisadas. Em Belém, a alta de 1,12% na conta de luz reflete o reajuste de 7,50% na tarifa em vigor a partir do dia 7 de agosto.

Nos demais grupos pesquisados, destaca-se a alta de 0,90% em Educação, a maior de grupo, que reflete o resultado apurado na coleta de agosto, a fim de captar a realidade do segundo semestre do ano letivo. Os cursos regulares tiveram variação de 0,97%, enquanto os cursos diversos (informática, idioma, etc.) subiram 1,13%.

 

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