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Com desoneração da folha, Abimaq prevê mais 50 mil empregos

Segundo representante da associação, Mantega não falou em garantia da manutenção do emprego como contrapartida

Renata Veríssimo,

20 de março de 2012 | 14h13

BRASÍLIA - Em reunião com o ministro Guido Mantega, ocorrida nesta terça-feira, 20, o primeiro-vice-presidente da Associação Brasileira de Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Cardoso, solicitou  ao governo uma alíquota de 1% de contribuição sobre o faturamento, em troca da desoneração da folha de pagamento das empresas. Cardoso afirmou que o setor considera que tem condições de gerar mais 50 mil empregos em dois anos, caso a medida seja adotada.  

O representante disse que, em nenhum momento, o ministro falou sobre a garantia da manutenção de emprego, em contrapartida à desoneração da folha. 

Segundo Cardoso, simulações feitas pelo setor mostram que a medida traria "muito benefício" ao setor - desoneração das exportações (por conta da folha de pagamentos) e tributação de acordo com a sazonalidade das empresas. "O nosso setor vive uma sazonalidade grande. Quando temos um faturamento alto ou baixo pagamos o mesmo sobre a folha de salários. Agora vamos pagar mais imposto quando o faturamento for mais alto", explicou Cardoso, ao deixar o Ministério da Fazenda, onde se reuniu com o ministro Guido Mantega.

Cardoso disse que o governo informou que irá aumentar a tributação da Cofins para importação de bens de capital, mas não deu detalhes sobre o assunto.

O representante da Abimaq disse que a alíquota de 1% sobre o faturamento beneficia todos os segmentos da cadeia e que em caso de uma alíquota maior precisa ser analisado caso a caso. Segundo ele, em nenhum momento o ministro sinalizou o porcentual que será adotado.

Cardoso disse que o setor emprega diretamente 265 mil pessoas e teve um faturamento de R$ 80 bilhões em 2011.

Na avaliação do executivo, a alíquota de 1% vai trazer competitividade para a indústria de máquinas e equipamentos. "O governo sabe que precisa trazer competitividade ao setor. Estamos no bom caminho", disse. "Achamos que o governo vai atender aos nossos reclamos", acrescentou.

O representante da Abimaq também defendeu a redução do juros para o programa de sustentação do investimento (PSI) do BNDES. Segundo ele, em 2009 e em 2010 "o PSI salvou grande parte do nosso faturamento, mas hoje não é uma ferramenta tão importante". Isso porque, explicou, após o auge da crise o governo aumentou as taxas de juros do programa. "Queríamos que as condições especiais retornassem. O PSI para a indústria de bens de capital é sangue na veia", comparou. No lançamento do PSI as taxas de juros eram de 4,5%.

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