Celso Junior/Estadão
Celso Junior/Estadão

Com destaque para soja, projeção para safra de 2016 tem nova alta

De acordo com IBGE e Conab, produção de grãos deve subir entre 0,9% e 1,3%, respectivamente

Tomas Okuda e Victor Martins, O Estado de S. Paulo

10 de março de 2016 | 10h12
Atualizado 10 de março de 2016 | 12h47

SÃO PAULO - Impulsionada pela soja, a projeção para a safra 2015/2016 teve nova alta. Para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de grãos brasileira deve alcançar 210,31 milhões de toneladas, volume que corresponde a um crescimento de 1,3% (ou 2,6 milhões de toneladas a mais em relação à safra 2014/2015, que foi de 207,7 milhões). Na manhã desta quinta-feira (10), o Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE) também divulgou sua previsão: 211,3 milhões de toneladas, uma variação de 0,9% a mais do que 2015. 

De acordo com o IBGE, a estimativa da área a ser colhida é de 58,4 milhões de hectares, um acréscimo de 1,2% frente à área colhida em 2015. Em comparação com janeiro, a produção variou positivamente 0,3% enquanto a área retraiu 0,2%. "O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,8% da estimativa da produção e responderam por 86,4% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimo de 2,7% na área da soja", aponta o instituto.

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, avaliou como positivos os números do 6º levantamento da safra de grãos 2015/2016, realizado pela Conab. Questionada se a entrada da safrinha de milho pode impulsionar esses dados, ela foi cautelosa. "Não acredito em uma ré nos números, mas não vejo uma safra maior do que o anunciado neste levantamento de hoje", ponderou.

A ministra observou que o destaque desta safra tem sido a produção de soja, que deve atingir 101,2 milhões de toneladas, 5 milhões a mais do que na safra anterior. De acordo com dados da Conab, ganhos de área de 3,6% e de produtividade de 1,5% influenciaram diretamente o bom desempenho do grão.

Para o milho, a expectativa é de 83,5 milhões de toneladas, com uma redução de 1,2 milhão toneladas na comparação com a safra 2014/2015. "O crescimento de área plantada do milho segunda safra não foi suficiente para recuperar a redução de 6,1% da produção da primeira, que alcança 28,24 milhões toneladas (queda de 6,1% antes 2014/15, que foi de 28,35 milhões de toneladas)", afirma a Conab.

Outras culturas. Segundo a Conab, a recuperação da produtividade do feijão primeira safra refletiu em um aumento de 114 mil toneladas na safra, que deve alcançar 1,25 milhão de toneladas, apesar da queda de 3,7% na área plantada. "Já o algodão em pluma tem previsão queda de 4,3% na produção, atingindo a 1,50 milhão de toneladas, "em virtude da redução de área, sobretudo no Nordeste", diz a Conab.

Para o IBGE, a 1ª safra de feijão está estimada em 1,5 milhão de toneladas, o que representa uma diminuição de 2,8% frente à estimativa de janeiro, refletindo a queda na previsão do rendimento médio (2,4%) e da área colhida (0,4%). A diminuição na expectativa de produção da 1ª safra de feijão deve-se, principalmente, ao Paraná, onde houve redução de 0,2% na área plantada, de 12,5% no rendimento médio e de 12,7% na estimativa da produção. A estimativa da produção nacional de feijão 2ª safra totaliza, pelo levantamento de fevereiro, 1,3 milhão de toneladas, 2,0% menor que a estimativa de janeiro.

Com referência ao milho primeira safra, houve uma redução de 6,4% na área (395,4 mil hectares), a ser coberta com o plantio de soja, enquanto que para o de segunda safra a expectativa é de pequeno aumento de 1,8% (169,1 mil hectares), na Conab. Para o estudo do IBGE, a produção de milho deve ser 2,2% superior que no mês anterior, totalizando 82,7 milhões de toneladas.

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