Com exportadores retraídos, dólar fecha em alta de 0,13%

Nas operações financeiras, com visibilidade menor, a expectativa continua sendo de saldos favoráveis

Da Redação,

28 de julho de 2008 | 16h34

O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 1,5750, em alta de 0,13% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 1,5770 e a mínima de R$ 1,5710.   A falta de dólares nas mesas e o dado ruim nas contas correntes referente a junho ajudou a sustentar a cotação da moeda norte-americana. O ambiente externo negativo e a expectativa de uma semana cheia de indicadores pela frente também colaboraram com a cautela demonstrada pelos investidores.   Com o recuo do dólar nos últimos pregões, a presença dos exportadores nas mesas de operações de dólar está escassa. Segundo os operadores, nesse segmento de negócios, o fluxo de recursos era claramente negativo na manhã desta segunda-feira. Já nas operações financeiras, com visibilidade menor, a expectativa continua sendo de saldos favoráveis, mas isso parece não ter ocorrido durante o dia.   Sem o dinheiro das esperadas entradas nas mãos, os investidores ativeram-se a um dado ruim da economia nacional para justificar maior prudência nas apostas com câmbio: déficit em conta corrente, de US$ 2,596 bilhões em junho. O montante superou o teto das estimativas de economistas ouvidos pelo AE Projeções - serviço de informações financeiras da Agência Estado -, que variavam de déficit de US$ 2,1 bilhões a saldo negativo de US$ 450 milhões.   Muitos foram surpreendidos por esse número, que representa o pior resultado para o mês de junho desde 1999, quando o déficit foi de US$ 2,926 bilhões. E não gostaram do que viram. No acumulado do semestre, o déficit soma US$ 17,402 bilhões, o pior resultado para o período da série histórica iniciada em 1947.   Já na balança comercial, um dado favorável. A média diária de exportação na quarta semana deste mês ficou em US$ 1,086 bilhão, um recorde histórico para desempenhos semanais, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O saldo da balança comercial na quarta semana de julho registrou um superávit de US$ 1,438 bilhão, resultado de US$ 5,431 bilhões em exportações e importações de US$ 3,993 bilhões. O superávit acumulado no mês é de US$ 3,427 bilhões e no ano, de US$ 14,777 bilhões.   Ao final da manhã, o Banco Central fez leilão de compra de dólares no mercado à vista, pagando R$ 1,5742. Na operação, cinco bancos declararam suas propostas, cujas taxas iam de R$ 1,5742 na mínima a R$ 1,575 na máxima. O BC aceitou uma dessas propostas, segundo operadores.

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