Com fim da assinatura de telefone, Fipe prevê deflação de 0,60%

A taxa de inflação na cidade de São Paulo em agosto deverá fechar em 0,40%, segundo previu o coordenador da pesquisa de preços da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Paulo Picchetti. De acordo com ele, este Índice será composto por um impacto de 0,10 ponto porcentual, vindo do reajuste contratual da telefonia fixa, e de 0,09 ponto porcentual, vindo do aumento dos planos de saúde e assistência médica. O resto ficará por conta das oscilações dos preços livres, disse o coordenador da Fipe.De acordo com Picchetti, o IPC poderá mostrar uma deflação de 0,60%. O cálculo, segundo ele, considera a manutenção da validade da liminar que suspende a cobrança da assinatura básica da telefonia fixa. De acordo com ele, o impacto da assinatura na conta modelo de telefone da Fipe, de R$ 100, é de 1 ponto porcentual. Isso significa que, nesta conta, R$ 40 são referentes somente à assinatura.Pichetti prevê que tanto alimentação quanto o álcool tendem a continuar pressionando a inflação na cidade de São Paulo. No caso do álcool, os preços estão devolvendo uma queda, que no ano chega a 18%. Só para se ter uma idéia, disse Picchetti, na ponta, este combustível já mostra uma alta de 10,5%.No caso do grupo alimentação, ele acredita que o ritmo de queda tende a se estreitar na ponta do consumidor, embora alguns dos principais produtos na composição do índice continuem apontando para taxas negativas no decorrer das próximas coletas de preços. Vale citar o preço do arroz, que em junho caiu 1,59%, e a batata, com deflação de 15,97%, que mostra na ponta do produtor redução em torno de 40%.Inflação no anoPicchetti manteve a projeção da inflação na cidade de São Paulo entre 5% e 5,5% para 2005. De acordo com ele, independentemente dos movimentos sazonais dos preços, a média mensal de inflação no ano deverá ficar em 0,30%, taxa coerente com a previsão, apesar de, nos primeiros sete meses do ano, a taxa média mensal ter se situado em 0,43%.

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