Com fluxo, dólar acumula baixa de 9,6% no 1º semestre

Dólar subiu 0,42% nesta sexta e fechou em R$ 1,9300. Em junho, subiu 0,21%

Agencia Estado

02 de julho de 2007 | 09h26

O dólar comercial fechou em alta nesta sexta-feira, em meio a preocupações no mercado externo e à disputa pela formação da última Ptax (taxa média do dólar) do mês. No primeiro semestre, no entanto, a moeda norte-americana acumula queda de 9,64%.A fraqueza nos mercados internacionais, em que a preocupação com o setor de crédito imobiliário nos Estados Unidos ofuscou um dado comportado de inflação, contribuiu para o avanço de 0,42% do dólar no dia. A moeda norte-americana encerrou a R$ 1,9300. O desempenho nesta sessão garantiu um avanço de 0,21% do dólar em junho - primeira alta mensal desde novembro. "O mercado está hoje estritamente formando Ptax", disse Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Prosper, no Rio de Janeiro. "Acho que eles (investidores) ajustaram um pouco em relação a ontem, ontem tinha caído muito". Na véspera, o dólar recuou 1,13%. Para Knauer, a apatia das bolsas de valores norte-americanas deu "uma força um pouco maior para os comprados (que apostam na alta da moeda norte-americana)". Ingressos no 1º semestreNo primeiro semestre, o dólar acumula baixa de 9,64%. Derrubado pela entrada de capitais no País, que ganhou força em um ambiente de farta liquidez global, o dólar rompeu a barreira de R$ 2 em maio e, nas últimas semanas, chegou a ser cotado no menor patamar desde o final de 2000. Nos primeiros cinco meses do ano, o Brasil registrou fluxo cambial positivo de R$ 35 bilhões de dólares, resultado semelhante ao registrado em todo o ano passado. Na próxima sessão, entrará em vigor uma parte das regras definidas pelo Banco Central no início de junho para limitar a exposição cambial dos bancos. Entre as regras que passam a valer, há a elevação de 50% para 100% do requerimento de capital incidente sobre a exposição cambial dos bancos. As novas regras, porém, já foram absorvidas pelos investidores, avaliou em relatório a corretora NGO. "No mercado financeiro brasileiro, acredita-se que os ajustes que deveriam ter sido feitos pelos agentes em relação às novas normas do BC... já haviam sido concluídos até quarta-feira." O BC realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista. Na operação, a autoridade monetária definiu corte a R$ 1,9345 e aceitou, segundo operadores, ao menos quatro propostas.

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