Lee Jin-man/AP
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Com exceção de Nova York, mercados internacionais fecham em queda

Europa monitora o avanço da covid no continente, enquanto a Ásia ainda deverá colher os impactos econômicos deixados pelo vírus

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2021 | 07h45
Atualizado 15 de março de 2021 | 18h47

Os principais índices do exterior fecharam sem sentido único nesta segunda-feira, 15, com apenas Nova York em alta generalizada, de olho no avanço do coronavírus pelo mundo e também à espera da 'super quarta', na qual os bancos centrais dos Estados Unidos, Japão e Inglaterra decidem sobre as políticas monetárias destes países.

O dia também foi de indicadores. No primeiro bimestre, tanto a produção industrial quanto as vendas no varejo da China subiram mais do que o esperado, com ganhos de mais de 30% em relação a igual período do ano passado. No entanto, o banco holandês ING aponta em relatório que os saltos se devem a uma base de comparação muito fraca, visto que a economia chinesa estava sob o efeito de lockdowns causados pela pandemia de covid-19 nos primeiros meses de 2020.

Nos Estados Unidos, ficou no radar o andamento das negociações no mercado de títulos públicos americano. Pela manhã, os retornos dos títulos subiram, pressionando os índices, que firmaram alta durante a tarde de hoje com a queda nos juros. Investidores dão uma pausa no movimento  de venda no mercado de renda fixa à espera da decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), para a política monetária dos EUA.

Já na Europa, a vacinação segue sendo uma preocupação, agora diante das suspensões à distribuição do imunizante da AstraZeneca. O temor vem em meio ao aumento de casos da covid-19 no continente. A Itália já anunciou novas medidas  de contenção social para frear o vírus, enquanto a capital da França, Paris, estuda a possibilidade de anunciar mais uma quarentena.

Bolsas da Ásia 

A Bolsa de Tóquio subiu 0,17% hoje, enquanto a de Hong Kong avançou 0,33%, mas a de Seul recuou 0,28%. A Bolsa de Taiwan teve baixa marginal de 0,04%, enquanto os índices chineses de XangaiShenzhen caíram 0,96% e 2,13% cada.

Na Oceania, a bolsa da Austrália garantiu leve alta de 0,09% hoje, sustentada por ganhos nos setores de energia, saúde e financeiro.

Bolsas da Europa 

Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou estável, enquanto as Bolsas de Londres e Paris caíram ambas 0,17% e a de Frankfurt cedeu 0,28%. 

Seguindo a tendência de baixa, o mercado de Madri recuou 0,11%, enquanto o de Lisboa caiu 0,65%. Já Milão foi na contramão e fechou em alta de 0,11%.

Bolsa de Nova York

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira, com o Dow Jones e o S&P 500 renovando máximas históricas  de fechamento pelo quarto pregão seguido, de olho na baixa do rendimento dos títulos do Tesouro americano. O índice Dow Jones fechou em alta de 0,53%, o S&P 500 subiu 0,65% e o Nasdaq avançou 1,05%.

 

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa, pressionado por uma valorização do dólar e a diminuição no apetite por risco no mercado, diante de dúvidas sobre a recuperação econômica principalmente na Europa. O WTI com entrega para abril fechou em queda de 0,34%, cotado a US$ 65,39 o barril, enquanto o Brent para maio recuou 0,49%, aos US$ 68,88 o barril./ MAIARA SANTIAGO, GABRIEL CALDEIRA E MATHEUS ANDRADE

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