EFE/EPA/YONHAP
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Com foco em recuperação econômica, mercados internacionais fecham com alta nesta terça

Bolsas da Ásia, da Europa e de Nova York registraram ganhos nos pregões, deixando temporariamente de lado as tensões EUA-China e o aumento dos protestos no país americano

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2020 | 07h00
Atualizado 02 de junho de 2020 | 18h54

As Bolsas da Ásiada Europa e de Nova York fecharam em alta nesta terça-feira, 2, sustentadas por expectativas de que a economia global se recupere em meio a gradual reversão de medidas de quarentena em vários países, após o choque da pandemia de coronavírus

Investidores monitoram sinais de recuperação econômica em meio aos esforços globais de retomar a atividade após os bloqueios motivados pela covid-19. Dados da IHS Markit mostraram ontem que o setor manufatureiro da China voltou a se expandir em maio, enquanto o da zona do euro e do Reino Unido se contraíram em ritmo menor.

Nesta terça, o Banco Central da Austrália (RBA, pela sigla em inglês) avaliou que "é possível que a profundidade da crise econômica (do país) seja menor do que se estimava anteriormente", ao manter seu juro básico na mínima histórica de 0,25% pelo terceiro mês consecutivo.

Já nos Estados Unidos, o mercado ainda acompanha o aumento dos protestos pela morte de George Floyd, um homem negro de 46 anos por Derek Chauvin, um policial branco. Segundo a CNN americana, mais de 150 cidades já registram toques de recolher, que são ignorados pelos manifestantes. A Guarda Nacional, uma força de militares da reserva, já foi acionada por Donald Trump para ajudar a conter os protestos em diversos Estados. 

Bolsas da Ásia 

O japonês Nikkei subiu 1,19% em Tóquio, enquanto os chineses Xangai Composto Shenzhen Composto avançaram ambos 0,20%. O Hang Seng se valorizou 1,11% em Hong Kong, o sul-coreano Kospi subiu 1,07% em Seul e o Taiex registrou ganho de 0,44% em Taiwan. Na Oceania, a Bolsa australiana avançou 0,27% em Sydney.

Quando os mercados da Ásia e do Pacífico já haviam encerrado os negócios, o jornal chinês Global Times noticiou que a China continua comprando soja dos Estados Unidos, ao contrário do que a Bloomberg relatou na última segunda-feira, 1. Nas últimas semanas, tensões entre EUA e China relacionadas à autonomia de Hong Kong geraram temores de que o acordo comercial de "fase 1" assinado pelas duas potências no começo do ano pudesse ser prejudicado. 

Bolsas da Europa 

A reabertura gradual das economias favoreceu a Europa, com o Stoxx 600 fechando com ganho de 1,57%. A Bolsa de Londres subiu 0,87% e a de Paris, 2,02%. Em Frankfurt, a alta foi de 3,75%. As Bolsas de MilãoMadri e Lisboa fecharam com ganhos de 2,42%, 2,59 e 2,97%.

Bolsas de Nova York

A retomada da economia tirou de foco os protestos que já tomam os Estados Unidos e deu novo ânimo para as Bolsas de Nova York. O Dow Jones fechou em alta de 1,05%, o Nasdaq subiu 0,59% e o S&P 500 avançou 0,82%.

Petróleo

A reunião da  Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) deve ocorrer apenas na próxima quinta-feira, dia 4, mas as boas notícias já ecoam pelo mercado do petróleo. Segundo informações dos bastidores, a Rússia, que chegou a entrar em uma disputa de preços com a Arábia Saudita, aparentemente concordou com cortes por mais um mês na produção da commodity, o que deve diminuir a oferta e evitar uma sobrecarga no mercado. 

 O WTI para julho, referência no mercado americano, fechou em queda de 3,87%, a US$ 36,81 o barril. Já o Brent para agosto, referência no mercado europeu, subiu 3,26%, a US$ 39,57 o barril./COLABOROU MAIARA SANTIAGO

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